Sexta-feira, 5 de Junho de 2026

História, cultura e beleza natural

Vila Flor, no nordeste transmontano, é um concelho rico em história, cultura e beleza natural, oferecendo uma experiência autêntica e inesquecível a quem o visita

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As origens de Vila Flor remontam à época romana, embora o seu nome atual, que significa “vila florida”, tenha sido atribuído no século XIII, por D. Dinis, que aquando da sua passagem pelo território, até então denominado de “Póvoa d´Álem Sabor”, terá ficado encantado e rendido à beleza da paisagem. 

O mesmo rei, em 1295, manda erguer, em seu redor, em jeito de proteção, uma cinta de muralhas com cinco portas ou arcos. Atualmente, o que resta deste castelo é o Arco de D. Dinis, monumento de interesse público.

E embora hoje restem apenas algumas ruínas do castelo que ali existiu em tempos, dá para perceber a importância estratégica que esta localidade teve. Além disso, visitar as ruínas do castelo de Vila Flor é ter a oportunidade de contemplar uma atmosfera judaica.

Um dos pontos emblemáticos do concelho é o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, o maior e mais importante santuário Mariano da região onde, todos os anos, se realiza uma romaria que atrai milhares de pessoas, no dia 15 de agosto.

A nível económico, a agricultura assume o grande destaque. O concelho é referência pela excelente qualidade dos seus produtos agrícolas que brotam do fértil Vale da Vilariça e empresas como a Frize e a Sousacamp (agora Cuga), conhecidas aqui e além-fronteiras, também fazem parte do património desta terra. Destaque, por exemplo, para a produção de azeite, cereja, mel, vinho e amêndoa.

No coração da Terra Quente Transmontana, Vila Flor tem pouco mais de seis mil habitantes, distribuídos por 14 freguesias, numa área total de 272 km². Ao longo dos anos, à semelhança de tantos outros municípios, tem vindo a perder população. Em 1950 viviam no concelho 12.505 pessoas, sendo o maior registo populacional. A partir de então, foi perdendo habitantes. Em 1960 eram 11.834 pessoas, baixando, depois, para 9.031 (em 1970), 9.719 (em 1981), 8.828 (em 1991), 7.913 (em 2001), 6.050 (em 2021), até chegar aos 6.039 (em 2023).

O concelho é limitado a norte por Mirandela, a leste por Alfândega da Fé, a sudeste por Torre de Moncorvo e a oeste por Carrazeda de Ansiães.

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