“Um justo reconhecimento pelo contributo humano e profissional dado pelo escritor” assim definiu a Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara da Régua, Maria José Lacerda, a evocação a Camilo Araújo Correia. Esta iniciativa ocorreu, na Segunda-feira, na altura em que o homenageado perfaria 83 anos, sendo promovida, também, pelo Grémio Literário Vila-Realense.
A cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho foi aproveitada para o lançamento da obra “Dispersos”, trabalho que representou a concretização de uma vontade derradeira manifestada pelo médico e escritor que foi uma figura incontornável da literatura duriense. Contribuiu para a materialização deste desejo a “Garça Editores” que tem vindo a fazer a edição de pequenas publicações esgotadas.
A apresentação da obra “Dispersos” foi feita por José Braga Amaral que deixou no ar um desejo comum a muitos “camilianos de Correia”: a preservação da casa de Santo Isidro, onde Camilo de Araújo Correia viveu grande parte da sua vida.
Uma das pessoas presentes na cerimónia foi o seu filho, João de Araújo Correia, o qual manifestou a sua sensibilização pela evocação, garantindo que a casa de seu pai será mantida como está, ficando, para o futuro, como acervo de memória importante da sua vida.
A evocação ficou ainda marcada pelo descerramento de uma placa, no edifício do jornal “O Arrais”, semanário regional que ajudou a fundar e onde colaborou, semanalmente, desde 1978, sendo também distribuída, durante a sessão, a crónica “Régua, 16 de Julho de 1944” e uma brochura com cartas inéditas de Camilo de Araújo Correia para Otílio de Figueiredo.
Junto à antiga residência da família Araújo Correia, em Canelas do Douro, depois de Louzã Henriques recordar o “seu amigo Camilo”, uma serenata de Coimbra encerrou, com chave de ouro, esta iniciativa.
Camilo Araújo Correia nasceu, em 28 de Julho de 1925, na cidade do Porto, mas de pais trasmontanos: o médico e escritor João de Araújo Correia, natural de Canelas do Douro, e Maria da Luz de Matos Silva, natural de Poiares, de cujo matrimónio houve, ainda, mais cinco filhos: Maria da Soledade, Rosa, Maria Emília, João Maria e Maria Virgínia. Faleceu em 30 de Outubro de 2007.
Jmcardoso





