Quarta-feira, 22 de Abril de 2026
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Idosa morreu, por falta de médico

É mais um caso polémico que envolve uma morte, por alegada falta de meios médicos de socorro emergente. Tudo aconteceu por volta das 6.50 horas de Segunda-feira, no Bairro Mãe de Água. Maria do Carmo Vinhas, de 65 anos, sentiu-se mal e os seus familiares ligaram para o 112, pedindo a comparência da VMER. Porém, […]

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É mais um caso polémico que envolve uma morte, por alegada falta de meios médicos de socorro emergente. Tudo aconteceu por volta das 6.50 horas de Segunda-feira, no Bairro Mãe de Água.

Maria do Carmo Vinhas, de 65 anos, sentiu-se mal e os seus familiares ligaram para o 112, pedindo a comparência da VMER. Porém, esta acabou por não aparecer, pois não havia médico disponível. A idosa seria então assistida e transportada pelo veículo do INEM dos Bombeiros Voluntários de Bragança, acabando por morrer, no Hospital desta cidade. Os familiares estão revoltados pela não comparência da VMER, estacionada no Hospital de Bragança.

Inês Seixas, filha da falecida, contou a sua versão, ao Nosso Jornal.

“Eram 6.50 horas, quando a minha mãe se sentiu mal. Começou a ter suores frios, mal disposta e a transpirar. Fomos à casa de banho, ela ainda pelo seu pé, mas, depois, ficou inconsciente e inanimada, no chão. De seguida, reanimou, mas, passados alguns segundos, voltou a sentir-se mal. Resolvemos, então, chamar o INEM. Estes deram a indicação “para lhe darmos um beliscão”, para ver se reagia, mas, como estava a ficar inconsciente, fui, então, aos Bombeiros de Bragança que ficam a cem metros de casa. Estes ainda tentaram a sua reanimação, mas uma paragem cardio-respiratória fez com que fosse levada para o hospital de Bragança”. Segundo Inês Seixas, “ela entrou no Hospital com vida”, uma versão que, segundo a mesma, não foi confirmada pela médica, Dra. Soledade Paz.

“Disse-me que a minha mãe teria falecido e entrado já cadáver, no hospital, o que não foi verdade, já que os Bombeiros garantem que entrou ali com vida”.

José Fernandes, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Bragança, disse, ao Nosso Jornal, que “a chamada caiu no quartel, às 7.06 horas, accionada pelo CODU. Disseram-nos que a VMER, depois de contactado o Hospital de Bragança, estava inoperacional e pediu que avançássemos. Às 7.12 horas, já estávamos junto da senhora. Mais rápido era impossível. Fizemos deslocar dois bombeiros, com formação TAS, Tripulantes de Ambulâncias de Socorro, os quais tentaram reanimar a senhora” – concluiu.

Uma fonte do Hospital de Bragança admitiu não ter, na altura, médicos com competências para fazer parte da VMER, mas declina qualquer responsabilidade no sucedido, pois que tem alertado, muitas vezes, as entidades competentes, para esse facto.

 

Jmcardoso


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