A família de um homem de 79 anos, residente em Godim, falecido por volta das 16 horas de Sexta-feira, no Centro Hospitalar de Trás-os- -Montes e Alto Douro, CHTAD, criticou esta unidade, por alegada negligência e falta de acompanhamento. As queixas centram-se no facto de o idoso ter tido alta no dia seguinte ao internamento e, depois, voltar aos Serviços de Urgência, passadas poucas horas, onde viria a falecer. Ao mesmo tempo, contestam o facto de, na primeira vez que esteve no CHTAD, “terem enviado o paciente, para casa, apenas com uma fralda”.
José Carvalho, taxista de Godim, foi quem fez o transporte de Manuel Pinto, de Vila Real para a Régua, na manhã de Sexta-feira. Estava revoltado, com o sucedido: “É incrível o que aconteceu. Como é possível deixarem vir um homem embora, de aspecto cadavérico e sem roupa? Por mim, ele deveria ter ficado lá”.
Foi Maria Julieta, a sua esposa, quem notou que o seu marido piorara, na Sexta-feira. “Ainda esteve em sua casa, até por volta das 14 horas, mas, depois, como tinha já a boca pegada e não comia nada, chamei, novamente, os Bombeiros da Régua. Entrou nas urgências do Centro Hospitalar de Trás-os–Montes e Alto Douro, onde acabou por morrer, passadas poucas horas. Estou revoltada. Primeiro, porque se ele tem ficado no hospital, da primeira vez, se calhar hoje estava vivo. Depois, mandarem o meu homem embora, sem uma peça de roupa….nem uma bata….é desprezo” – lamentou-se Julieta Carvalho.
A possibilidade de uma queixa junto do Hospital não está posta de parte.
O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro ainda não sabe o que se passou, mas já está “a averiguar o que sucedeu, com o doente ali falecido”.
Manuel Pinto tinha sete filhos. Seis trabalham na Bélgica. Um deles é agente da PSP, nos Açores.
Jmcardoso





