A nova designação foi revelada hoje pelo IPB, que sublinha que esta mudança “afirma a solidez científica que estas instituições alcançaram, o nível e a qualidade das formações que ministram e a relevância crescente da sua participação no sistema científico e tecnológico nacional”.
Além disso, o IPB destaca que a alteração reconhece o papel insubstituível das instituições politécnicas na coesão territorial. “Pela sua implantação regional, capacidade de atração e qualificação de estudantes, ligação às empresas e às comunidades e contributo para a inovação e criação de emprego qualificado”, as instituições politécnicas são atualmente fundamentais para garantir a presença do ensino superior em todo o território nacional.
Com a nova designação, a Universidade Politécnica de Bragança terá também uma identidade e símbolos diferentes. Esta mudança afeta igualmente mais 12 institutos em Portugal, incluindo Beja, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu.
As novas universidades politécnicas poderão agora integrar cursos e unidades orgânicas anteriormente reservados às universidades clássicas. Apesar da nova designação, o IPB expressou o desejo de se transformar efetivamente numa universidade. “O procedimento destinado à transformação da Universidade Politécnica de Bragança em Universidade encontra-se em desenvolvimento”, afirmou.
A instituição espera concluir este processo até ao final do corrente ano. O objetivo é abrir uma nova etapa no desenvolvimento de uma universidade diferenciada, focada na inovação e na cooperação internacional.
Atualmente, o Instituto Politécnico de Bragança conta com várias escolas: Escola de Saúde, Escola de Educação, Escola Agrária e Escola de Tecnologia e Gestão em Bragança; Escola de Comunicação em Mirandela; e Escola de Hotelaria e Bem-estar em Chaves. A instituição acolhe cerca de 10 mil estudantes, dos quais 30% são estrangeiros.


