Quinta-feira, 25 de Julho de 2024
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Integração de alunos imigrantes “é um desafio”

Num território que luta contra a desertificação, são vários os desafios, também, no ensino. Paulo Dias, diretor do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros destaca, desde logo, “a integração dos alunos imigrantes, sendo que muitos deles não falam português”.

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“Neste momento, a única coisa que conseguimos é destacar um professor para os ensinar português. Contudo, como eles estão muito distribuídos na escolaridade, nunca chegam a formar um grupo de 10, que permita definir um horário para essas aulas”, refere.

Assim, “acabam por fazer um ano de inclusão, e há até um despacho para isso, mas podiam aproveitá-lo melhor se houvessem mais recursos”, vinca Paulo Dias, admitindo que “acabam por se isolar e, na sala de aula, desligam daquilo que se está a passar, porque não percebem português”.

Além deste desafio, o diretor destaca, também, a crise social “que se agudizou com a pandemia, com a pobreza a aumentar desde então”.
Criado em 2007, o Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros conta, atualmente, com cerca de 1.300 alunos, distribuídos por vários estabelecimentos de ensino.

“É um número estável, mas temos estado a aumentar, principalmente por causa dos imigrantes”, indica o diretor.

Com oferta desde o pré-escolar ao ensino secundário, o agrupamento dispõe, ainda, de cursos profissionais. Para o próximo ano letivo, “vamos ter o CEF (Curso de Educação e Formação), tipo 3, na área da restauração e no secundário vamos contar com os cursos de Técnico de Auxiliar de Saúde e Técnico de Restaurante/Bar”, indica Paulo Dias, revelando que “são cursos escolhidos tendo em conta a necessidade da região”.

“Há um levantamento feito pela Comunidade Intermunicipal, em parceria com a ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional), que permite saber quais os cursos que terão maior empregabilidade. A partir daí, as escolas candidatam-se para que lhes sejam atribuídos determinados cursos”, conclui o diretor.

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