“Neste momento, a única coisa que conseguimos é destacar um professor para os ensinar português. Contudo, como eles estão muito distribuídos na escolaridade, nunca chegam a formar um grupo de 10, que permita definir um horário para essas aulas”, refere.
Assim, “acabam por fazer um ano de inclusão, e há até um despacho para isso, mas podiam aproveitá-lo melhor se houvessem mais recursos”, vinca Paulo Dias, admitindo que “acabam por se isolar e, na sala de aula, desligam daquilo que se está a passar, porque não percebem português”.
Além deste desafio, o diretor destaca, também, a crise social “que se agudizou com a pandemia, com a pobreza a aumentar desde então”.
Criado em 2007, o Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros conta, atualmente, com cerca de 1.300 alunos, distribuídos por vários estabelecimentos de ensino.
“É um número estável, mas temos estado a aumentar, principalmente por causa dos imigrantes”, indica o diretor.
Com oferta desde o pré-escolar ao ensino secundário, o agrupamento dispõe, ainda, de cursos profissionais. Para o próximo ano letivo, “vamos ter o CEF (Curso de Educação e Formação), tipo 3, na área da restauração e no secundário vamos contar com os cursos de Técnico de Auxiliar de Saúde e Técnico de Restaurante/Bar”, indica Paulo Dias, revelando que “são cursos escolhidos tendo em conta a necessidade da região”.
“Há um levantamento feito pela Comunidade Intermunicipal, em parceria com a ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional), que permite saber quais os cursos que terão maior empregabilidade. A partir daí, as escolas candidatam-se para que lhes sejam atribuídos determinados cursos”, conclui o diretor.



