Quarta-feira, 8 de Julho de 2026

Mais de três centenas de crianças na prova de corta-mato escolar

Nem o frio que se fez sentir na manhã de quinta-feira tirou o entusiasmo às mais de três centenas de crianças que participaram no corta-mato escolar que se realizou no terreno militar da Fraga de Almotolia, nas Flores, em Vila Real.

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Esta iniciativa contou com alunos vindos da escola ES/3 Camilo Castelo Branco, da AE Morgado de Mateus, da AE Diogo Cão e da ES/3 S. Pedro, que foram apoiados pelo Regimento de Infantaria (RI) Nº 13 e pela Associação de Atletismo de Vila Real (AAVR).

Luís Pimentel, professor na Escola Secundária de S. Pedro, refere que a iniciativa tem vindo a cativar cada vez mais alunos, desde que as escolas se uniram na organização da prova em parceira com o RI 13 e com a AAVR. “A prova tinha vindo a decrescer ao nível da participação, numa altura em que cada escola organizava a sua própria prova. Com este novo formato, a quantidade e qualidade dos alunos que vêm correr não tem parado de crescer”, destaca o professor, adiantando que o apoio a nível logístico do RI 13 e da AAVR tem sido “fantástico”, o que facilita em muito o trabalho dos docentes.

Além disso, Luís Pimentel sublinha que há miúdos que participam “porque já estão integrados num clube” e praticam atletismo federado, outros vêm porque gostam e começam a ganhar “amor à causa”, ou seja ao atletismo, sendo que no futuro podem vir a ser grandes atletas.

Ao nível da prova, os primeiros seis classificados por escolas são automaticamente apurados para o corta-mato distrital, que por norma se realiza no Natur Water Park, onde estarão crianças de todas as escolas do distrito a lutar pelo apuramento para a prova nacional. No dia em que se realiza a competição que reúne todos os distritos do país há “olheiros” de grandes clubes de atletismo a ver as provas para tirar referências sobre os melhores atletas, sendo esta uma “ótima oportunidade” para se iniciar uma carreira na modalidade.

O capitão Nuno Silva, do RI 13, falou sobre o trabalho que o Regimento desenvolve nesta parceria, que vai desde a preparação do itinerário dos percursos até ao controlo da prova, onde têm “militares espalhos pelo trajeto que os miúdos fazem”. “Se houver algum acidente, estamos logo no local para prestar auxílio, entre outras funções que executamos ao longo do itinerário”.

Neste dia apenas houve uma atleta que se sentiu mal porque “não tinha comido nada e acabou por ter uma quebra”. “É uma atleta que já treina há muitos anos, mas como chegou atrasada e não tinha alimentação no estômago acabou por se sentir mal, mas prestamos de imediato o nosso apoio básico neste tipo de situações”, disse Nuno Silva.

Este responsável sublinhou ainda que sempre que há necessidade de apoiar a comunidade, o Regimento “está disponível desde que tenha condições para o fazer”.

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