Michel Monteiro, presidente do conselho de administração, reconhece que os custos operacionais continuam a superar as receitas e que a redução dos abates dificulta a recuperação económica, obrigando os municípios de Mirandela e Vila Flor a continuar a financiar a atividade.
O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença do Tribunal de Bragança, que declarou a insolvência do matadouro industrial do Cachão. O tribunal considerou que, pela sua natureza intermunicipal, o matadouro não está sujeito ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.
O responsável considera que o acórdão de 15 de outubro era o desfecho expectável, tendo em conta a natureza intermunicipal da empresa. “O facto de termos esta independência, esta autonomia na gestão do matadouro, naturalmente, tranquiliza-nos”, afirma à VTM.
Apesar do alívio, Michel Monteiro sublinha que “os problemas mantêm-se na atualidade”. Os gastos operacionais, os fornecimentos externos e os custos comerciais continuam acima dos proveitos. “O núcleo central do negócio não é autossustentável”, admite, acrescentando que a atividade “continua a gerar valor negativo no seu dia a dia”.
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