No primeiro dia, a vice-presidente da câmara municipal, Adalgisa Barata, tinha as expectativas elevadas. “Todos os anos temos mais expositores, o que demonstra que o evento está a ganhar reconhecimento e que cada vez mais participantes querem marcar presença”, afirmou.
Além do aumento do número de expositores, as condições meteorológicas têm contribuído para o sucesso da iniciativa, apesar das temperaturas elevadas registadas este ano, com Adalgisa Barata a sublinhar a importância do evento para a preservação e divulgação da história do concelho. Após uma interrupção de vários anos, o Mercado Medieval regressou com o objetivo de aproximar os mais jovens do património histórico local, particularmente da relevância do castelo e da antiga sede concelhia.
A autarca falava à margem do cortejo medieval que, na sexta-feira, voltou a contar com a participação de dezenas de crianças e jovens da vila. Entre eles esteve Emely Machado. Apesar de admitir, em tom descontraído, que, para alguns, o desfile pode ser “uma grande seca”, reconhece que se trata de “uma das melhores coisas do ano”, sobretudo pela oportunidade de “conviver e participar nas atividades” promovidas durante o fim de semana.
Um dos expositores do mercado era Daniel Carvalho, vindo do Alentejo, que enalteceu “os cenários belíssimos do Norte” para este tipo de feiras, destacando Carrazeda de Ansiães que “tem uma autarquia que sabe aproveitar isso”.
Uma das novidades desta edição foi a criação do Espaço Kids, na zona do castelo, onde, no fim de semana, decorreu o Torneio Medieval, e também o passaporte medieval, carimbado em diversas atividades. “Quem completar todas as experiências terá direito a uma surpresa, que nem eu sei qual é”, afirmou a vice-presidente.
No fim de semana, no Castelo de Ansiães decorreram torneios com equipas portuguesas e espanholas em modalidades de combate medieval real, sem encenação, organizados em parceria com a Portvcale Combate Medieval.




