Oito dos 278 concelhos de Portugal continental não avançam para a quarta e última fase do plano de desconfinamento, a partir de sábado, um deles é Miranda do Douro.
O presidente da Câmara de Miranda do Douro pediu hoje, ao primeiro-ministro, para rever a situação epidemiológica do concelho, por considerar “desajustada” a fórmula de cálculo de casos Covid-19 por 100 mil habitantes para territórios com baixa densidade populacional.
“Há um erro na fórmula e na apresentação do cálculo de números que prejudica os concelhos com menos densidade populacional. O concelho de Miranda do Douro tem seis casos ativos e muito provavelmente no final do dia de hoje ficará com zero casos ativos. O Governo terá que equacionar a reabertura das atividades económicas ainda hoje”, refere Artur Nunes.
O autarca vai mais longe e diz mesmo que “esta fórmula de cálculo está errada”, acrescentando que “a forma como são apresentados os números também não é correta e prejudica gravemente os pequenos municípios. O número de habitantes não pode ser a única fórmula para fazer encerrar um concelho do interior”.
Para o autarca, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, “não se pode fechar todo um concelho devido a uma situação que está circunscrita e devidamente avaliada por todos agentes de saúde e proteção civil”.



