Em funcionamento desde meados de Dezembro, a Unidade de Cuidados Continuados de Sabrosa, a primeira a abrir portas depois da fase piloto do projecto de alargamento da rede, a nível nacional, já conta com sete utentes. A rede comparticipada pelo Governo promete chegar a mais concelhos, estando previsto que 2008 traga mais 120 lugares de internamento de média e longa duração, ao distrito.
Já está em funcionamento a Unidade de Cuidados Continuados de Sabrosa, um serviço garantido pela Santa Casa da Misericórdia que vai disponibilizar mais 20 camas de internamento de média duração a utentes daquele concelho. A sua criação foi assumida, recentemente, através de um protocolo com o Centro Distrital de Segurança Social de Vila Real (CDSSVR) e com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.
Fernando Freitas, o Provedor da Misericórdia, explicou que a Unidade de Cuidados Continuados recebeu a sua primeira utente no dia em que abriu as suas portas, estando já a usufruir do novo serviço sete idosos.
“Para nós, ir admitindo os utentes, gradualmente, é melhor, porque assim temos tempo de ir adaptando o pessoal às suas novas funções” – afirmou o mesmo responsável, revelando, no entanto, que “para ser auto-suficiente”, a unidade tem que preencher, “pelo menos”, 15 das 20 vagas, cujos custos são comparticipados pela Segurança Social, através do protocolo assinado.
A Unidade de Cuidados Continuados de média duração de Sabrosa é a primeira a entrar em funcionamento, depois da fase piloto do projecto governamental que, no distrito vila-realense, decorreu, no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Murça, onde, há cerca de um ano, são disponibilizadas 20 camas, na unidade de internamento de longa duração e 25 na de média duração.
Para além das 45 camas murcenses e das 20 sabrosenses, está prevista, na área do internamento de média duração, a entrada em funcionamento, durante o primeiro trimestre deste ano, de mais 40 vagas, nos concelhos de Montalegre e de Vila Real.
No que diz respeito aos internamentos de longa duração, a rede comparticipada pelo Governo será responsável pela criação de mais 20 camas em Alijó, 10 em Mesão Frio, 28 no Peso da Régua, 20 em Ribeira de Pena e 20 em Montalegre.
A nível nacional, segundo Rui Santos, Director do CDSSVR, o programa do Governo contabiliza que o processo de alargamento da Rede de Cuidados Continuados, que entrou já “em velocidade cruzeiro”, crie, até 2016, mais de 16 mil novas camas, em todo o país.
Maria Meireles





