Natural de Murça, onde nasceu a 7 de outubro de 1928, Borges Coelho recebeu o Prémio Universidade de Lisboa em 2018, instituição onde foi aluno e professor. Morreu numa unidade de saúde de apoio, nos arredores de Lisboa, onde estava a ser acompanhado, na sequência de uma infeção respiratória.
A sua bibliografia inclui poesia, ficção, ensaio e teatro e “uma vasta e riquíssima bibliografia materializada em dezenas de obras”, como “As Raízes da Expansão Portuguesa”, “A Revolução de 1383”, “Portugal na Espanha Árabe”, “A Inquisição de Évora” e sete volumes da História de Portugal. Este ano publicou na Caminho a coletânea “Poemas”.
O município de Murça já reagiu à morte de Borges Coelho. No Facebook, a autarquia fala de uma “figura ímpar” que se “distinguiu pelo rigor académico, pela dedicação à investigação histórica e pelo seu contributo inestimável para o conhecimento e valorização da história de Portugal. A sua obra permanecerá como referência essencial para gerações de estudiosos e cidadãos”.
“Neste momento de dor, o presidente da Câmara Municipal de Murça apresenta as mais sentidas condolências à família, aos amigos e à comunidade académica, associando-se ao pesar nacional pela perda de uma personalidade de enorme mérito intelectual e humano”, lê-se na nota.
Em 1999, Borges Coelho foi agraciado com a Ordem de Sant’Iago da Espada e, em 2018, condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Faleceu esta sexta-feira, aos 97 anos.




