Terça-feira, 21 de Julho de 2026
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Morreu o historiador António Borges Coelho, aos 97 anos

O historiador António Borges Coelho, professor, escritor, investigador, combatente antifascista, morreu ontem aos 97 anos.

Natural de Murça, onde nasceu a 7 de outubro de 1928, Borges Coelho recebeu o Prémio Universidade de Lisboa em 2018, instituição onde foi aluno e professor. Morreu numa unidade de saúde de apoio, nos arredores de Lisboa, onde estava a ser acompanhado, na sequência de uma infeção respiratória.

A sua bibliografia inclui poesia, ficção, ensaio e teatro e “uma vasta e riquíssima bibliografia materializada em dezenas de obras”, como “As Raízes da Expansão Portuguesa”, “A Revolução de 1383”, “Portugal na Espanha Árabe”, “A Inquisição de Évora” e sete volumes da História de Portugal. Este ano publicou na Caminho a coletânea “Poemas”.

O município de Murça já reagiu à morte de Borges Coelho. No Facebook, a autarquia fala de uma “figura ímpar” que se “distinguiu pelo rigor académico, pela dedicação à investigação histórica e pelo seu contributo inestimável para o conhecimento e valorização da história de Portugal. A sua obra permanecerá como referência essencial para gerações de estudiosos e cidadãos”.

“Neste momento de dor, o presidente da Câmara Municipal de Murça apresenta as mais sentidas condolências à família, aos amigos e à comunidade académica, associando-se ao pesar nacional pela perda de uma personalidade de enorme mérito intelectual e humano”, lê-se na nota.

Em 1999, Borges Coelho foi agraciado com a Ordem de Sant’Iago da Espada e, em 2018, condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Faleceu esta sexta-feira, aos 97 anos.


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