Ao que apurámos, tudo terá acontecido em Maio deste ano, quando Filipa Madeira, a doente em causa, começou a sentir problemas pós-traumáticos, supostamente por uma infecção, depois de um parto de cesariana.
A mesma alega que foi transferida de enfermaria quando ainda se encontrava num estado muito dorido. Ao fim de quatro dias, a equipa médica decidiu dar-lhe alta hospitalar e esta dirigiu-se para sua casa, em Vila Flor. Contudo, o seu estado de saúde ter-se-á agravado e no dia seguinte teve que se deslocar de novo ao Hospital de Bragança. O quadro clínico apresentado era de dores e temperatura elevada. Era o início de um autêntico calvário para esta jovem mãe.
Após ter sido medicada com um antibiótico para uma infecção, voltou outra vez para casa. Porém, 48 horas volvidas teve de regressar ao mesmo Hospital, onde teve de receber cuidados numa ferida que apresentava e, após quatro dias, os médicos tiveram que lhe retirar o útero. Teve de ser transportada para a unidade de cuidados intensivos do Hospital de Santo António, no Porto, onde foi operada por três vezes e agora não poderá voltar a ter filhos. Filipa Madeira não sabe quando terá alta hospitalar, uma vez que a sua situação ainda inspira muitos cuidados.
A doente já apresentou queixa na Inspecção-Geral das Actividades de Saúde, sendo que o Hospital de Bragança não adianta, publicamente, qualquer comentário, embora esteja a colaborar com a inspecção no apuramento da verdade deste caso clínico.





