A convicção saiu da boca de José Carlos Santos, vice-presidente da ITRA (Internacional Trail Running Association), posição corroborada por Carlos Sá, o ultramaratonista português responsável pela organização do evento, a par com os municípios de Braga, Arcos de Valdevez, Terras de Bouro, Ponte da Barca e Montalegre.
Com efeito, se antes só era permitida a participação de oito elementos por seleção, quatro masculinos e quatro femininos, agora alargou-se para 18, nove de cada sexo, o que poderá significar uma participação recorde de atletas se cada seleção – são esperadas entre 40 a 50 – usar o limite máximo, explicou Carlos Sá. Nesse caso, o PNPG irá receber mais do dobro de participantes em relação ao último Campeonato do Mundo realizado este ano em França, que contou com cerca de 300 atletas. Além desta corrida, a organização vai desenhar um percurso mais curto para atletas amadores, que ainda não está definido, mas “não será difícil reunir um milhar” de corredores, avançou Carlos Sá. O atleta detalhou ainda que as condições logísticas oferecidas, aliadas à beleza natural do PNPG, foram decisivas para a candidatura portuguesa ganhar a corrida à organização do Campeonato do Mundo.
Braga será a anfitriã das seleções, acolhendo-as nos diversos hotéis situados no Bom Jesus, cidade que receberá também as cerimónias de abertura e encerramento da prova. A sexta edição do Mundial será percorrida em 85 quilómetros de trilhos dos vários concelhos, num percurso com um desnível positivo de 4.500 metros. A corrida vai partir das pontes do Rio Caldo, na madrugada de 29 de outubro, e terminar em Arcos de Valdevez.



