Sábado, 6 de Junho de 2026
RegiãoMunicípio equaciona exploração de energias renováveis

Município equaciona exploração de energias renováveis

Até agora, o vento e a água não trouxeram mais-valias ao Município de Sabrosa. Com uma grande parte da sua área situada em zonas sensíveis da região do Douro, aqui a exploração eólica é praticamente uma carta fora do baralho. Porém, a autarquia tem a esperança de acolher no concelho empresas que se dediquem a esta actividade, nomeadamente no ramo hídrico.

Apesar do concelho de Sabrosa ter alguns pontos que reúnem condições para a exploração de energias renováveis, o certo é que fica condicionado pelo facto dos mesmos se situarem em zonas sensíveis. É o que se passa com a exploração da energia eólica. “A Câmara fez estudos com algumas empresas para verificar a qualidade de várias áreas para a produção de energia eólica. Temos alguns locais que possuem entre 2.400/2700 horas/ano. Mas, é um assunto que não está dependente da autarquia, e algumas áreas onde é possível fazer representam áreas muito sensíveis”, contou, ao Nosso Jornal, o presidente do Município, José Manuel Marques.

O autarca referiu ainda que a melhor área do concelho seria nas imediações de Torre do Pinhão, mas a zona foi sendo explorada por pedreiras, o que veio a degradar o local e a condicionar qualquer investimento. “A zona em causa pertence ao Conselho Directivo de Baldios, que a entregou às empresas exploradoras de pedreiras, nomeadamente de extracção de granito. Pela análise que já fizemos, há alguma incompatibilidade em colocar lá as eólicas, com as pedreiras a funcionar ao mesmo tempo”, referiu.

Por outro lado, a exploração de recursos hídricos parece ter pernas para andar. “Estamos atentos a este recurso, nomeadamente no Rio Pinhão, onde estão previstas duas mini-hídricas. Existem já estudos nesse sentido e pelo menos um projecto irá avançar”.

Recorde-se que, na região duriense, alguns municípios têm tido vários constrangimentos na instalação de parques eólicos, porque algumas áreas estão localizadas na zona classificada pela UNESCO e também por chumbo nos estudos de impacto ambiental.

 


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