Arminda Costa é professora. Estava a tentar chegar à escola onde dá aulas, mas “voltei para trás porque vi as coisas muito complicadas”.
Esta condutora fala connosco na Estrada Nacional 2, onde, por esta hora, os carros começam a fazer fila, porque a circulação, devido ao gelo, é quase impossível.
“O problema é que as pessoas tentam ultrapassar e ocupam a outra faixa, o que torna a situação mais complicada. Vamos lá ver quando é que conseguimos sair daqui”, afirma.
Para Arminda Costa, “hoje, trabalhar, está fora de questão, a não ser que chova torrencialmente”. Para já, “vamos tentando ajudar quem está mais enrascado”.
Também Fernando Hora ficou “preso” na neve. Veio de Matosinhos para fazer entregas em Chaves e Pedras Salgadas. “Fiquei aqui parado, não sei como vamos sair daqui”.
“Agora, é ter paciência”, afirma, acrescentando que “o dia de trabalho está perdido, porque ainda tinha de ir à fábrica carregar a carrinha para seguir para Caldas da Rainha e para Pombal”.
Entretanto, os Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar estão no terreno a ajudar os condutores que ficaram “presos” na neve.
Do lado do município, numa nota publicada nas redes sociais, a população foi informada que “devido à queda de neve, não foi possível o transporte de alunos de algumas aldeias do Alvão, estando o transporte escolar suspenso também em Jales”, apesar de, até ao momento, as escolas continuarem em funcionamento.





