Ao longo dos últimos três anos, Santa Marta de Penaguião tem vindo a reduzir o número de ninhos de vespa asiática identificados e, consequentemente, eliminados.
“A vespa asiática diminui a produção de polinização vegetal e produção agrícola, mas também interfere na produção de mel porque ela destrói grande parte das colmeias. Além disso, esta vespa pode ser perigosa, também, para as pessoas quando sentem os seus ninhos ameaçados”, explicou, à VTM, Artur Cardoso, coordenador municipal da Proteção Civil.
A diminuição do número de ninhos deve-se, sobretudo, ao novo sistema de armadilhas implementado pelo concelho e que “permite atuar em qualquer altura do ano, mesmo em época de incêndios”.
“É um equipamento composto por uma cana que nos permite ir até 22 metros de altura e que injeta um produto químico no ninho, que permanece durante alguns dias. Esse produto leva ainda um atrativo que funciona como um chamariz. É um método pouco invasivo que vai matando as abelhas aos poucos”, salientou, acrescentando que, além desta cana, existe ainda “um sistema de ar comprimido, que nos permite chegar a ninhos até 30 metros de altura”.
“Enquanto que, com o queimador (método utilizado anteriormente), as vespas fugiam antes de a inceneração começar levando a que pudessem criar novos ninhos, com este sistema as abelhas vão morrendo aos poucos, devido ao produto químico”, esclarece Artur Cardoso.
Em 2018 foram identificados 86 ninhos, número que reduziu para 63 no ano seguinte. Em 2020, foram identificados, e destruídos, 52 ninhos.
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