Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
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O Aero Clube de Bragança é “muito mais que aviões”

Nuno Fernandes, presidente do Aero Clube de Bragança desde 2017, foi o convidado do Contrasenso.

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Reeleito em abril do ano passado para o último e terceiro mandato, um dos objetivos que definiu foi “aproximar a sociedade civil do Aero Clube”, algo que “está a acontecer”.

“As pessoas têm-se aproximado muito. Quando entrei para o Aero Clube éramos quatro sócios pagantes. Neste momento somos cerca de 300”, indica, revelando que “talvez 30% dessas pessoas detesta andar de avião. Para ser sócio não é preciso gostar de andar de avião, porque o Aero Clube é muito mais que aviões”.

Dá como exemplo os eventos que organizam, como o Careto Airshow, “que começou como uma carolice minha, mas que acabou por ter sucesso. Começámos com um porco no espeto e um avião. Hoje, passam pelo evento cerca de 10 mil pessoas, durante três dias, e o retorno para a cidade é muito. Os restaurantes e a hotelaria esgotam e, mais importante, há pessoas que acabam por voltar depois”. Mas Nuno destaca, também, os voos solidários, com os quais “já conseguimos angariar mais de 50 mil euros, que distribuímos por várias entidades”.

E sobre quem tem medo de voar, recorda o caso de uma freira, “nossa amiga, que nunca tinha voado, por medo, mas gostava de ir ver o Papa, só que era muito longe para ir de carro. Um dia, foi voar comigo e hoje vai para todo o lado. É uma das coisas que fazemos, tirar às pessoas o medo de voar”, explica Nuno Fernandes.

Desde pequeno que Nuno tinha o sonho de ser piloto. “Eu olhava para o céu, via os aviões e dizia que gostava de um dia pilotar uma coisa daquelas, o que, à época, me parecia um pouco difícil. Vivia em Bragança, longe de tudo, não havia internet para tirar o curso à distância, mas não deixei morrer o sonho. Assim que tive essa oportunidade, fiz o curso de aviação privada”, conta, confessando que agora, um dos seus sonhos, é “abrir uma escola de pilotagem em Bragança”.

“É o meu calcanhar de Aquiles. Ando há muito a dizer que precisamos de uma escola. Não está fácil, mas acho que este ano vamos conseguir concretizar esse objetivo”, afirma, dando conta que “há muita gente que mostra interesse em ser piloto, mas não tem possibilidade para tal”.

Para se ter uma ideia, “um curso de aviões ultraligeiros, que são os de dois lugares, andam à volta dos 4.500 euros. Para aviões ligeiros (quatro lugares) ronda os 10/12 mil euros”, revela o responsável, salientando que “quem é sócio do Aero Clube de Bragança tem acesso a descontos e, quando é possível, sustentamos uma parte do custo”. No fundo, “nós queremos ter sócios, porque se não tivermos sócios ou pilotos o clube não anda. Não vamos ter um clube de aviões sem pilotos”, conclui.

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