A diretora do Secretariado Diocesano de Catequese de Bragança-Miranda, que aceitou este desafio “com alguma surpresa”, explica que os catequistas são quem “partilha com os outros a sua experiência profunda de fé”.
“O que torna ser catequista absolutamente especial na vida de um cristão é que o catequista é aquele que partilha a experiência que ele próprio faz de Deus. E quando se faz esta experiência de Deus profunda na nossa vida temos que a partilhar. Catequista é isto”, disse Ivone Calado, em entrevista à Agência Ecclesia.
A entrevistada, que é também catequista, acrescenta que estes agentes pastorais fazem “um encontro com o Senhor todos os dias da sua vida”, e partilham essa “experiência de fé”, e é com isso que conseguem caminhar, por isso, “é tão especial”.
“E é esta alegria de partilhar a fé, de perceber como Deus me ama a mim, como Ele faz esta experiência de amor e de fé comigo, e eu partilho com os outros esta experiência de fé e de amor, que torna esta dinâmica absolutamente especial”, desenvolveu a diretora do Secretariado Diocesano de Catequese de Bragança-Miranda, que considera que quando alguém “é catequista muito dificilmente deixa de ser, é uma vocação para a vida toda”.
Ivone Calado que, há vários anos, acompanha sobretudo grupos de Crisma, jovens que estão na “fase final do seu processo catequético” em preparação para receberem o sacramento da Confirmação, embora a catequese seja “para a vida toda, porque continua na catequese de adultos, e até da terceira idade”, destaca que “é uma experiência sempre nova”.
“Nunca há dois grupos de catequese iguais. Porque a experiência que cada adolescente ou jovem traz ao próprio grupo é a sua experiência pessoal, é a sua experiência de encontro, e dessa experiência de encontro todos vamos beber”, explicou, assinalando também que, nos últimos anos, com jovens, “mais a nível paroquial”, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e do Brasil, “é uma experiência muito interessante perceber como a dinâmica da fé da Igreja da Universalidade é tão próxima”.
“Nós, na Igreja, nunca somos estranhos, somos sempre irmãos. Por isso, independentemente de estarmos em Cabo Verde, em São Tomé, ou em Portugal, a nossa experiência é de partilha, de encontro, de comunhão. E é isso que torna esta vivência e esta experiência tão particular”.
No âmbito do Ano Santo 2025, o 27.º jubileu ordinário da Igreja Católica, realizou-se o Jubileu dos Catequistas em Roma e no Vaticano.
Na Praça de S. Pedro, durante esta celebração, o papa Leão XIV instituiu no Ministério de Catequista 39 leigos e leigas de 16 países, incluindo Portugal.
Para a diretora do Secretariado Diocesano de Catequese de Bragança-Miranda, o Ministério do Catequista trouxe “relevância àquilo que é o serviço do catequista nas suas comunidades”.
“O ministério coloca-nos ao serviço mais alargado da Igreja, todos os ministérios colocam-nos neste serviço mais alargado. O Santo Padre, num momento particular, no Jubileu dos Catequistas, querer fazer esta instituição de catequistas dos cinco continentes é um passo importante para que também em Portugal, na Igreja, e na Igreja diocesana, darmos paulatinamente estes passos de irmos instituindo catequistas”, referiu Ivone Calado.



