Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

O ovo da serpente

A situação “estranha” vivida pela Grécia, pretendendo mobilizar um futuro que tenha fortes implicações para esse país, assim como para a Europa e para o mundo, suscita generalizada expectativa. Por um lado, há esperança no advir de novos tempos que se pretendem mais “limpos”, consequentemente mais transparentes, numa altura em que, na realidade, muitos dos acontecimentos que nos cercam não se compreendem facilmente. Por outro, há inquietação, sabendo-se que de um ato eleitoral sempre resultaram sorridentes e festivos vencedores, sorumbáticos vencidos e um espaço intermédio de gente que, aparentemente derrotada, reclama os seus méritos de vitória.

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Estes são os que acabam por ser solicitados para completar leques de preenchimento de vagas que desse ato eleitoral resultem, através de coligações. Em Portugal, temos muitos exemplos (o governo atual resulta de uma coligação de direita, entre social-democratas e centristas). Ficou para sempre na memória histórica dos portugueses um desses exemplos que levou ao poder figuras de monárquicos ou democratas-cristãos que dificilmente assentariam lugares de governação apenas por decisão eleitoral. Outra coligação ainda mais inesperada envolveu socialistas e democratas-cristãos, em determinada altura da nossa democracia. Foi mesmo considerada uma coligação “contranatura”. Também o “Bloco Central” (socialistas e social-democratas) já funcionou, ao contrário de outras hipotéticas ligações que, numa primeira análise, poderiam ter mais lógica:

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