InícioMontalegre“Odisseia” terminou bem, com o resgaste dos três montanhistas perdidos no Gerês

“Odisseia” terminou bem, com o resgaste dos três montanhistas perdidos no Gerês

Eram 12.40 horas de Segunda-feira, quando três montanhistas do Porto deram entrada no Centro de Saúde de Montalegre, depois de terem sido resgatados, de helicóptero, do Abrigo das Negras, no Alto da Nebosa, em plena serra do Gerês. Mal sabiam Susana Carvalho, de 29 anos; Nuno Teixeira, de 30 e Sérgio Neto, de 41, que […]

Eram 12.40 horas de Segunda-feira, quando três montanhistas do Porto deram entrada no Centro de Saúde de Montalegre, depois de terem sido resgatados, de helicóptero, do Abrigo das Negras, no Alto da Nebosa, em plena serra do Gerês.

Mal sabiam Susana Carvalho, de 29 anos; Nuno Teixeira, de 30 e Sérgio Neto, de 41, que a caminhada, iniciada, no Sábado, em Pitões das Júnias, acabasse, às 12.33 horas, no campo de futebol de Montalegre, local da chegada do heli que os resgatou.

Ao que apurámos, no Sábado já tinham estado na zona espanhola do Gerês, onde fizeram, também, caminhadas. Depois, quiseram cumprir o troço, entre Pitões das Junias e a Portela do Homem, troço já situado no Parque Nacional do Gerês. Porém, a viagem seria interrompida, a meio da tarde. Chuva torrencial e um nevoeiro denso impediram a marcha, acabando por se perder, no local da Garganta das Negras, zona dos Carris, na freguesia do Cabril. A neve, depois, “cimentou” as dificuldades.

Na zona em que ficaram abrigados, a altura da neve, segundo uma fonte dos Bombeiros Voluntários de Montalegre, chegou aos “cinquenta centímetros”.

Contou o irmão de Sérgio Neto que o primeiro pedido de socorro, para a família, surgiu por volta das 16 horas.

“Enviou as coordenadas do GPS, para os localizarem e indicou o marco 46, na estrada romana que passa no Gerês (numa primeira indicação referiram 36, o que confundiu a acção dos bombeiros) para servir de referência”. Solicitados os meios de socorro, estes incidiram a acção na zona dos Carris, um ponto elevado do Gerês, com cerca de mil e quatrocentos metros de altitude. Mas, segundo Augusto Neto, “os montanhistas estavam bem preparados e já tinham experiência, para suportar a intempérie”.

Às 17.39 horas de Domingo, saiu, do Quartel de Montalegre, o primeiro grupo de cinco homens e, depois, outro, com quatro, este às 20 horas. O agravamento das condições meteorológicas, já em plena serra, afectou três bombeiros que, exaustos, tiveram de ficar retidos, num abrigo. Às duas horas, foi suspensa a procura, devido à neve.

Por volta das 9.45 horas de Segunda-feira, dois bombeiros de Montalegre e dois guardas do Parque chegaram junto ao trio.

“Estavam um pouco assustados, com frio e com falta de alimentos” – contou um bombeiro.

Um helicóptero, vindo do Alto Alentejo, surgiria, depois, levando consigo três bombeiros mais debilitados, para o Aeródromo de Vila Real, onde se reabasteceu. Depois, completou o resgate, por volta das 12 horas, aterrando na zona dos Currais das Negras, na freguesia de Cabril, levando consigo os resgatados e as restantes pessoas, sãs e salvas.

 

Jmcardoso


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