Sábado, 16 de Outubro de 2021

Orçamento Municipal aprovado com valores de 2004

Porventura, a aprovação de um orçamento municipal para o próximo ano não seria nada de anormal, mas com valores que recuam sete anos, já não é assim tão vulgar. Isto mesmo foi o que executivo camarário de Sabrosa decidiu e aprovou por unanimidade, numa das suas últimas reuniões.

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Esta redução representa cortes significativos na despesa e novas orientações nas áreas da atribuição de subsídios para as colectividades do concelho. Os apoios ao investimento nas áreas sociais e projectos comunitários, educação e manutenção dos postos de trabalho, são outras linhas orientadoras do novo documento. “É um Orçamento de rigor. Em termos globais, remete-nos para 2004, altura em que encontramos valores totais semelhantes. Isto quer dizer que houve cortes muito significativos, embora salvaguardando a ideia de não fazer perigar os projectos com financiamentos comunitários”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques.

O edil acentuou a ideia de que “toda a disponibilidade financeira está virada para os projectos previstos, alguns em concretização e outros em fase final, como o Espaço Miguel Torga, a concluir em 2011, o Pólo Arqueológico de Garganta, as Piscinas Municipais, entre outros, não esquecendo a Regeneração do Centro de Sabrosa.

Os subsídios a instituições irão ser revistos e poderão mesmo vir a ser cortados. “A medida e o princípio que ficou adjacente passa pela não atribuição de subsídios em 2011, enquanto não pagarmos alguns dos subsídios pendentes a essas mesmas instituições”, garantiu o autarca. As festas do concelho também terão um corte generalizado nos subsídios. “Irão ficar praticamente a zero, mas pontualmente algumas dinâmicas em 2011 poderão receber apoio”, através de parcerias.

Ao nível da Educação, a edilidade mantêm o apoio aos transportes escolares, onde aliás, terá um acréscimo de custos.

Um outro investimento, considerado prioritário, refere-se ao alargamento da zona industrial. “Temos tido uma procura maior por parte das empresas, por isso temos que valorizar e potencializar este espaço de acolhimento empresarial. Neste momento, o processo está numa fase de expropriação de alguns terrenos e outros estão em negociação”, concluiu José Manuel Marques.

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