Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024
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Os impactos da seca em Portugal

No dia 5 de junho celebrou-se o "Dia Mundial do Ambiente". À medida que nos aproximamos do verão, os receios relativos à falta de água e à seca vão ocupando um espaço cada vez maior no debate público.

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A situação atual em Portugal é bastante assimétrica. No Norte e no Centro do país as disponibilidades de água nas bacias hidrográficas estão, em grande parte, em níveis semelhantes, ou até superiores, ao habitual (média de armazenamento em Maio, entre 1990 e 2022). Fora do sul de Portugal, não há nenhuma bacia hidrográfica que tenha as albufeiras e barragens com armazenamento de água abaixo de 70%.

Mas, no sul do país a situação é completamente diferente e algumas bacias hidrográficas já apresentam níveis de armazenamento de água extremamente baixos. As bacias do Sotavento (47%), Arade (37%) e Mira (35%) estão com disponibilidades de água muito inferiores ao habitual nesta altura do ano, menos de metade da sua capacidade de armazenamento, mas a situação mais critica regista-se no Barlavento. As disponibilidades de água nesta bacia, que se localiza no litoral sul alentejano e oeste algarvio, representam 13% da sua capacidade de armazenamento (média em Maio, entre 1990 e 2022, fixa-se em 78%). No Sado (57%), apesar da situação geral não ser tão grave, há 2 barragens com níveis de água muito reduzidos: Campilhas (11%) e Monte da Rocha (10%).

De acordo com o IPMA, o Alentejo e o Algarve já se encontravam em seca severa ou extrema em Abril, sendo que, desde então, a situação terá piorado. Esta realidade põe em causa as culturas agrícolas e poderá mesmo levar a dificuldades no abastecimento de água às populações.

Os desafios ambientais têm assumido uma importância crescente e têm impactos diversos, inclusive na economia. O acompanhamento deste tipo de indicadores será, por isso, cada vez mais importante.

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