Uma dezena de cavalos, vários cães e mais de 40 homens, entre eles 9 snipers, fazem parte do contingente das forças segurança que desde abril “remexem” os montes, vales, vinhas e linhas de água para encontrar Manuel Baltasar, o homem conhecido como "Palito" que matou a sogra e a tia da ex-companheira a 17 de abril, em São João da Pesqueira.
Nesta autêntica “caça ao homem” levada a cabo pela GNR e PJ, inédita na região e provavelmente em Portugal atendendo ao período de tempo de fuga, os meios de vigilância e de busca têm-se mantido. Muitos dos agentes andam à civil e em grupos de dois, acompanhados por snipers (atiradores). A vigilância a cavalo incide mais nas estradas e caminhos, enquanto alguns cães pisteiros tentam através do seu faro encontrar algum indício de “Palito”.
Quanto ao segredo da fuga por parte do alegado criminoso, as autoridades referem a sua versatilidade, conhecimento do terreno ou uma ajuda coerciva. Ou seja, alguém que o esteja a ajudar sob ameaça para o não divulgar às autoridades. Outro argumento que levanta dúvidas são os avistamentos. À exceção do padeiro e de um amigo, há dúvidas se realmente Palito foi visto por mais alguém. A última vez asseguraram que o viram em Sarzedo (Moimenta da Beira), a cerca de 20 km do local do crime, mas o facto não foi confirmado.
Um outro facto que apuramos junto de uma fonte fidedigna, assegurou-nos que os cães pisteiros nos primeiros dias a seguir ao crime, encontraram o rasto do Manuel Baltazar desde o local do crime só até às proximidades da adega de Trevões. O que pode significar que a seguir ao crime, o homicida terá fugido numa viatura. A presença das autoridades nas aldeias tem motivado algumas situações incómodas para alguns militares da GNR. Um dos episódios passou-se na aldeia de Trevões, quando um elemento feminino andava com um cão no centro e um grupo de populares se insurgiu e “mandou-o ir procurar o Palito para o monte”.
Entretanto, a PJ e a GNR estão no terreno, mas as buscas revelam-se para já infrutíferas.


