Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021
El papa Francisco toca su crucifijo mientras lo conducen a través de la multitud durante su audiencia general inaugural, en la Plaza de San Pedro, en el Vaticano, el miércoles 27 de marzo de 2013. Francisco pidió el miércoles que se ponga fin a la violencia y los saqueos relacionados con el golpe de estado del fin de semana en la República Centroafricana, en su primera apelación de ese tipo por la paz desde que se convirtió en papa. (AP foto/Andrew Medichini)

Papa sublinha importância dos sistemas de saúde

O Papa presidiu hoje à recitação do ângelus no Hospital Agostino Gemelli, de Roma, onde se encontra há uma semana, após uma intervenção cirúrgica, agradecendo a acompanha na recuperação e sublinhando a importância dos sistemas de saúde.

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“Nestes dias de internamento, experimentei a importância de um bom serviço de saúde, acessível a todos, como é o caso da Itália e de outros países. Um serviço de saúde gratuito, que garanta um bom serviço, acessível a todos. Este precioso bem não deve ser perdido”, referiu Francisco, desde o 10.º andar da instituição, na qual foi operado a um problema no cólon, no último domingo.

O Papa falou de pé, na varanda, surgindo sorridente perante a multidão que o esperava, e foi recebido com uma salva de palmas e gritos de ‘Viva o Papa’.

“Agradeço a todos: tenho sentido muito a vossa proximidade e o apoio das vossas orações. Obrigado, de coração”, disse.

Perante centenas de pessoas reunidas diante do edifício – e falando para milhões de espetadores, através da transmissão online -, o Papa manifestou o seu “apreço e incentivo aos médicos e a todos os profissionais de saúde e funcionários” deste e outros hospitais, que “trabalham tanto”.

“Rezemos por todos os doentes, especialmente pelos que se encontram em condições mais difíceis: que ninguém fique só e todos possam receber a unção da escuta, da proximidade e do cuidado. Peçamo-lo por intercessão de Maria, nossa Mãe, Saúde dos enfermos”, acrescentou.

Francisco esteve acompanhado por crianças internados no Gemelli, como ele.

“Por que sofrem as crianças? É uma pergunta que toca o coração. Acompanhemo-los com a oração”, apelou.

O Papa começou por manifestar-se “feliz” pela possibilidade de poder manter o compromisso da recitação dominical do ângelus, ao meio-dia de Roma.

Na sua reflexão sobre a passagem do Evangelho do dia, que é lida nas Missas de todo o mundo, Francisco sublinhou que os discípulos de Jesus “ungiram muitos enfermos com óleo e curaram-nos” (Mc 6,13).

“Este ‘óleo’ é certamente o sacramento da Unção dos enfermos, que conforta o espírito e o corpo. Mas este ‘óleo’ é também a escuta, a proximidade, a preocupação, a ternura de quem cuida do doente: é como uma carícia que te faz sentir melhor, alivia a dor”, observou.

A intervenção destacou que a proximidade aos doentes é um dos critérios do “julgamento final”, apresentados por Jesus Cristo.

Todos nós, todos, mais cedo ou mais tarde, precisamos dessa ‘unção’ da proximidade e da ternura, e todos podemos dá-la a outra pessoa, com uma visita, um telefonema, uma mão estendida para quem precisa de ajuda”.

Depois de uma semana sem aparições públicas, Francisco foi à janela do seu quarto pedir o “contributo de todos” e um compromisso comum para manter o “bem precioso” dos serviços públicos de saúde.

“A vocação na Igreja é fazer serviço e o serviço é gratuito”, insistiu. O Papa desafiou a Igreja Católica a manter as suas instituições de saúde, resistindo à tentação de “vender” quando surgem dificuldades económicas, para “salvar as instituições gratuitas”.

O 10.º andar do Hospital Universitário Agostino Gemelli, que acolhe Francisco, recebeu em várias ocasiões São João Paulo II, a última das quais em 2005, pouco antes da sua morte.

O Papa polaco recuperou nesta instituição após o atentado contra a sua vida, a 13 de maio de 1981, e esteve internado noutras ocasiões, tendo recitado, por várias vezes, a oração do ângelus e ‘Regina Caeli’ desde a instituição de saúde.

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