Terça-feira, 23 de Junho de 2026
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Pastel de Chaves classificado com Indicação Geográfica

No ano em que comemora os 150 anos de vida, o Pastel de Chaves foi finalmente reconhecido, a nível nacional, como Indicação Geográfica, através da publicação, no dia 14 de novembro, em Diário da República, do pedido transitório de proteção nacional. É mais um passo em frente para um dia atingir a Denominação de Origem Protegida., DOP.

Não é doce, mas chama-se pastel esta especialidade gastronómica da cidade flaviense que viu agora ser reconhecida, pelo Estado Português, com uma Indicação Geográfica. Assim, ficam proibidas todas e quaisquer práticas que, sem direito, utilizem ou façam apelo à denominação registada, Pastel de Chaves, para poderem beneficiar do seu prestígio ou da sua reputação. Através desta qualificação, os produtores veem o seu produto valorizado, reconhecido e protegido contra fraudes e imitações, e o consumidor tem a garantia de estar a comer um verdadeiro Pastel de Chaves, no que diz respeito à sua origem, natureza e qualidades.

A história do Pastel de Chaves remonta a 1862 quando uma vendedora, cuja origem se desconhece, percorria a cidade com uma cesta com uns pastéis de forma estranha e cuja quantidade não era suficiente para saciar os flavienses. Com tal escassez, e para satisfação da gula transmontana, a fundadora da Casa do Antigo Pasteleiro terá oferecido uma libra pela receita de tão gostosa iguaria. Perdurando na memória e no paladar, os pastéis acabaram por conquistar um lugar de destaque na gastronomia nacional. Uma aposta que valeu o epíteto de “melhores pastéis folhados de Portugal”.


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