Não é doce, mas chama-se pastel esta especialidade gastronómica da cidade flaviense que viu agora ser reconhecida, pelo Estado Português, com uma Indicação Geográfica. Assim, ficam proibidas todas e quaisquer práticas que, sem direito, utilizem ou façam apelo à denominação registada, Pastel de Chaves, para poderem beneficiar do seu prestígio ou da sua reputação. Através desta qualificação, os produtores veem o seu produto valorizado, reconhecido e protegido contra fraudes e imitações, e o consumidor tem a garantia de estar a comer um verdadeiro Pastel de Chaves, no que diz respeito à sua origem, natureza e qualidades.
A história do Pastel de Chaves remonta a 1862 quando uma vendedora, cuja origem se desconhece, percorria a cidade com uma cesta com uns pastéis de forma estranha e cuja quantidade não era suficiente para saciar os flavienses. Com tal escassez, e para satisfação da gula transmontana, a fundadora da Casa do Antigo Pasteleiro terá oferecido uma libra pela receita de tão gostosa iguaria. Perdurando na memória e no paladar, os pastéis acabaram por conquistar um lugar de destaque na gastronomia nacional. Uma aposta que valeu o epíteto de “melhores pastéis folhados de Portugal”.





