Terça-feira, 7 de Julho de 2026

Paulo Ramalho foi o mais rápido

Ao longo do traçado da EN206, estavam centenas de pessoas para apreciar a evolução dos 23 concorrentes da Rampa de Bragança/MCoutinho, que não deram por mal empregue o seu tempo, tal a disputa e andamento imposto que os participantes das diferentes categorias.

-PUB-

Com mais sete concorrentes do que na anterior edição, a organização conseguiu desta feita e após o início da primeira subida de treinos, aplicar um ritmo de prova que manteve até final, tendo mesmo a possibilidade de no habitual intervalo entre treinos e subidas de prova, juntamente com a distribuição de água e pequeno lanche pelos Comissários de Pista, brindar os espectadores com a subida de um Riley de 1937, um desportiva da época, carro pertença de Martine Pereira, e que muito aplaudido foi por todos quantos se encontravam a ver a prova.

Na luta pela vitória final, e tendo em linha de conta a normalidade destes acontecimentos, Paulo Ramalho, António Barros e António Nogueira eram os senhores perfilados para tal, com os restantes na expectativa deste ou daquele imponderável que pudesse surgir. Por outro lado, já nas categorias em disputa e TNM 1300 as coisas eram bem mais disputadas e foi interessante ver que apenas o vencedor Paulo Ramalho abdicou da terceira e última subida, uma vez que os restantes, quando tiveram os seus carros em condições de alinhar, não falharam nenhuma chamada.

Mais uma vez, e felizmente para organização e pilotos, os acidentes estiveram ausentes, o pequeno toque de Artur Teixeira não é considerado como tal, permitiu até o seu regresso para a terceira e última subida, e o trabalho dos Comissários de Pista, do CAVR, FCAC e NAC, juntamente com os elementos da corporação dos Bombeiros Voluntários de Bragança, e equipas de médicos e enfermeiros do HDBragança estiveram facilitados.

A ausência de qualquer piloto espanhol na prova, e que pontuou de igual forma para o Troféu Ibérico de Montanha, deveu-se ao facto de o Nordeste Automóvel Clube não ter cedido às suas exigências, uma vez que é entender da Direcção que quando houver condições para baixar em 50 por cento o valor das inscrições, tal vai acontecer com pilotos nacionais primeiro e com pilotos de outra nacionalidade depois. No entanto, há que fazer algo, as duas federações, portuguesa e espanhola, terão que fazer a leitura dos factos, porque fizemos a promoção da prova, estivemos com pilotos e comunicação espanhola na subida a Stº Emiliano, Oviedo, fomos contactados, mas quando recusamos abrir mão de parte do valor da inscrição, tudo se esfumou. No entanto, os treze pilotos portugueses que ali se deslocaram não fizeram ao clube organizador qualquer exigência.

Aos patrocinadores, entidades oficiais que nos apoiam, público e pilotos estaremos sempre gratos pelo facto de nos ajudarem, ano após ano, a realizar esta prova do calendário do Campeonato de Portugal de Montanha.

Joaquim Teixeira termina em segundo e assume a liderança na Categoria 1

O piloto de Murça, Joaquim Teixeira, mais uma vez, demonstrou que a adaptação ao Seat está a decorrer muito rapidamente, tendo conseguido manter a mais de 5 seg. o terceiro classificado.

Com este segundo lugar, o piloto de Murça subiu ao 1º lugar na categoria 1 do CPM. J. Teixeira conseguiu manter sempre em cada subida a mais de 3 segundo o terceiro classificado A. Areal, em BMW M3.

Por adiamento da prova de Murça, a terceira prova do CPM vai realizar-se nos dias 23 e 24 de Julho, em Paços de Ferreira, onde J. Teixeira espera “lutar por um lugar no pódio da Categoria 1, sabendo que não vai ser fácil porque a potência do Porche de António Nogueira e do M3 do António Areal, tornam esta tarefa muito difícil num traçado que me é totalmente desconhecido”.

 

Troféu Ibérico

de Montanha

Classificação:

1.º Paulo Ramalho; 2.º António Barros; 3.º António Nogueira.

 

Categoria 1:

1.º António Nogueira; 2.º Joaquim Teixeira; 3.º António Areal.

 

Categoria 2:

1.º Martina Pereira; 2.º Artur da Costa Teixeira; 3.º João Pires

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, não paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

MAIS ARTIGOS

VÍDEOS

Mais lidas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS