Já partiu para a Eslováquia a 2.ª Força Nacional Destacada, no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, que vai integrar o Grupo de Batalha Multinacional da NATO.
A cerimónia de despedida dos militares desta missão, aconteceu na passada sexta-feira, no Regimento de Transportes em Lisboa.
Aquela que é a segunda missão com carros de combate representa um marco histórico no exército português, já que, pela primeira vez, um pelotão de cavalaria é chefiado por uma mulher. Trata-se da tenente Inês Pereira, de 27 anos, natural de Mogadouro. A força de 24 militares liderada pela jovem transmontana está já na Eslováquia, a cerca de 200 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
Para Inês Pereira esta é a primeira missão internacional, e está na frente de um pelotão com cinco carros de combate Leopard 2A6, que são dos mais modernos do mundo.
No entanto, a tenente de cavalaria garantiu não sentir o peso de ser a primeira mulher a liderar um pelotão de carros de combate. A vontade de servir Portugal, a capacidade para liderar e de “abraçar em todas as circunstâncias” são as motivações com que encara o desafio.
“O mais importante é realmente a competência, quer na função de comandante, quer em todas as funções da Força que vai ser destacada. E garantir que os homens e mulheres estão prontos, com vontade e capacidade para servir os portugueses e Portugal”, destacava a militar, em declarações ao Jornal de Notícias, em setembro, quando se soube que iria comandar esta Força Nacional Destacada.
Na cerimónia de despedida, o Comandante das Forças Terrestres, tenente-general Rui Ferreira, dirigiu palavras de confiança aos militares, encorajando-os “a manter o espírito de corpo e de missão”. “O valor da força reside no seu coletivo, devendo, para tal, manter-se una e coesa perante as adversidades”, afirmou ainda, desejando sorte, força e êxito em cada desafio aos militares que embarcam nesta missão, “na certeza de que o seu esforço resultará em orgulho e prestígio para o Exército e para Portugal”.
A missão terá como objetivo o reforço da capacidade de dissuasão e de defesa territorial do espaço da Aliança, reforçando a interoperabilidade entre parceiros e aliados, no âmbito das operações de vigilância do Flanco Leste da NATO. “A Força irá participar em exercícios e atividades de treino, integrada num Batalhão Espanhol, num contexto de aprofundamento da presença da NATO e do incremento da capacidade de dissuasão e defesa desta organização, bem como da interoperabilidade das forças num contexto multinacional, no âmbito da operação enhanced Vigilance Activities”, especifica o Estado Maior das Forças Armadas.







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