Em comunicado, a Polícia Judiciária revela que desenvolveu, hoje, uma operação policial que visou a execução de mandados de busca na Câmara Municipal de Mirandela e em várias empresas.
Em causa poderão estar eventuais “crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação das regras urbanísticas”, tendo sido constituídos seis arguidos.
A investigação, levada a cabo pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, revela ainda que em causa “estão procedimentos de contratação pública na área do urbanismo”.
“Foram já localizados e apreendidos elementos probatórios relacionados com os ilícitos em investigação”, sublinha a PJ, adiantando que o inquérito é tutelado pelo Ministério Público, DIAP do Porto.
Entretanto, a autarquia já reagiu às buscas e revela trata-se de “cinco inquéritos relativos a processos de recursos humanos, contratação pública e urbanismo, que abrange um período iniciado em 2013”.
Informou ainda que “prestará todas as informações que forem solicitados sobre o inquérito em curso. Além de ser normal a colaboração com a justiça, consideramos que é do interesse do Município o total esclarecimento dos casos em inquérito”.
Foram constituídos arguidos um “conjunto de ex-autarcas e ex-dirigentes e o atual vereador com o pelouro do urbanismo e técnicos desta divisão municipal”.
O presidente da Câmara, Vítor Correia, manifesta “total confiança política no seu executivo e confiança funcional nos serviços municipais”, aguardando com “absoluta tranquilidade a conclusão dos inquéritos, e até essa ocasião, a Câmara Municipal não tomará qualquer outra posição”.





