Domingo, 3 de Maio de 2026
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Plano de Ação Climática de Bragança entra hoje em consulta pública

O Plano Municipal de Ação Climática (PMAC) de Bragança entrou hoje em consulta pública por um período de 30 dias, de acordo com um edital publicado hoje em Diário da República (DR).

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“É submetida a consulta pública o Projeto de Plano Municipal de Ação Climática de Bragança (PMAC), para efeitos de recolha de sugestões por escrito, pelo período de 30 dias úteis, a contar da data da publicação do Aviso na 2.ª série do Diário da República [hoje]”, pode ler-se no edital.

Entre os objetivos do plano está a meta de atingir a neutralidade carbónica em 2050, com redução progressiva de emissões de dióxido de carbono (CO2) de -45% a -55% em 2030, -65% a -75% em 2040 e -90% em 2050, face a 2005, “prevendo-se que entre 10% a 15% de emissões restantes, em 2050, sejam compensados através do sequestro de carbono pelo uso do solo e florestas”.

O segundo objetivo do plano é acabar com a pobreza energética no concelho até 2050, envolvendo “a implementação de várias políticas que apontam para uma melhoria da energia, bem como torná-la mais acessível e proveniente de fontes renováveis”.

Já o terceiro objetivo é “monitorizar a adequação da estratégia de adaptação”, considerando o município que “importa avaliar todas as medidas” do plano “sempre que existam novos dados de monitorização e adequando-as quando as circunstâncias assim o exigirem”.

“Os processos de adaptação geralmente enfrentam obstáculos que tendem a ser demorados”, sendo “imperativo agir com celeridade na implementação de medidas, a fim de promover uma adaptação eficaz num curto espaço de tempo”.

O quarto objetivo é “monitorizar a estratégia de mitigação”, cujas medidas tomadas no âmbito do plano “serão avaliadas e monitorizadas com uma periodicidade máxima de dois anos”.

Por fim, o quinto objetivo é “integrar a ação climática nas políticas locais e mobilizar os atores do território, aumentando a capacidade de resposta do município”.

“Promover-se-á o envolvimento proativo dos atores locais nas políticas climáticas através de abordagens participativas, em que estes participam ativamente no desenho e implementação das ações de adaptação e mitigação”, contribuindo para “a redução de conflitos e de incertezas” ou “ajudar à clarificação de propriedades”, “estimular respostas autónomas”.

Com este objetivo pretende-se ainda “promover a transparência dos processos”, “encorajar a partilha de responsabilidades”, favorecer bases de entendimento comuns” e “conduzir soluções que incorporem o capital de conhecimento prático construído ao longo do tempo e das gerações”.

O documento informa ainda que em 2022, em Bragança “ocorreram ondas de calor em 44 dias, o valor mais alto registado desde 1941, seguindo-se 1943, em que foram registados 26 dias”.

Também a temperatura média, “a análise do histórico simulado apontou uma tendência global de aumento”, o mesmo sucedendo com as temperaturas médias mínimas e máximas.

Quanto aos dias de verão, classificados como dias em que a temperatura é igual ou superior a 25º, “verificou-se um aumento” entre 1971 e 2000, e a tendência “será de um aumento até 2100”, e quanto a dias muito quentes (temperatura superior a 35º), “a tendência foi de um ligeiro aumento”.

A análise feita para elaborar o plano dá também conta de um cenário “desfavorável” em setores como a agricultura, biodiversidade, economia, energia, florestas, recursos hídricos, saúde humana, segurança de pessoas e bens e transportes e comunicações.

Algumas das medidas para alcançar os objetivos são o investimento em produção fotovoltaica em edifícios industriais, agrícolas e residenciais, redução de combustíveis fósseis, eletrificação dos transportes terrestres e frotas municipais e reabilitação energética do edificado residencial e de serviços.

As contribuições devem ser feitas por escrito “no Balcão Único do Município de Bragança (das 09:00 às 16:00) ou para a morada Forte São João de Deus, 5300-263 Bragança”, refere a mesma publicação em DR.


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