Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Praga de osgas está a afectar a capela de S. Leonardo de Galafura

S. Leonardo de Galafura, um dos santuários paisagísticos do Alto Douro Vinhateiro, está a ser alvo de uma praga de osgas (Tarentola mauritanica), répteis de aspecto assustador, ainda que inofensivos, parecidos com lagartos, os quais podem atingir os 30 centímetros. Estes pequenos animais têm sido visíveis, às dezenas, durante a noite, em redor da capela. […]

S. Leonardo de Galafura, um dos santuários paisagísticos do Alto Douro Vinhateiro, está a ser alvo de uma praga de osgas (Tarentola mauritanica), répteis de aspecto assustador, ainda que inofensivos, parecidos com lagartos, os quais podem atingir os 30 centímetros. Estes pequenos animais têm sido visíveis, às dezenas, durante a noite, em redor da capela. Porém, algumas destas espécies entram pela porta da entrada e tentam introduzir-se pelas janelas do local de culto. O aparecimento desta praga de osgas vem alimentar ainda mais a lenda do local que é referenciado como sendo antigo poiso de uma moura encantada. É que esta variedade de osga também é conhecida como “Osga-moura”.

“São bichos esquisitos e nunca vi nada assim”, disse Noémia Pinto, uma habitante da aldeia, que acrescentou: “sobem pelas paredes e nunca mais se vêem!”.

A “Osga-moura” é uma espécie rara, no Norte de Portugal. A sua presença é mais notada nas regiões do Centro e do Sul do país. Daí que esteja a despertar a atenção da comunidade bióloga da região. A poucos metros do local onde apareceram as osgas, existe um “cemitério mouro”, onde várias sepulturas, cavadas na rocha, são consideradas a “última morada” dos mouros, versão que, cientificamente, não está provada.

As entidades locais já pensam em levar a cabo um tratamento específico, para erradicar as osgas, mas, para já, ainda estudam a melhor forma de tratamento. As osgas são activas, tanto de dia como de noite. Possuem um pequeno reportório vocal. Em caso de perigo, perdem a cauda. Alimentam-se de insectos, aracnídeos e, por vezes, de lagartixas jovens. Trepam, facilmente, por paredes, vidros e candeeiros, já que são portadoras de ventosas, nas patas, o que lhes permite agarrar e capturar os insectos. Têm uma reprodução incontrolável. E é precisamente esta característica que está a preocupar a população local.

 

Jmcardoso

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