O primeiro-ministro participou hoje numa reunião nas instalações da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Coimbra, que contou com a presença do Presidente da República, da ministra do Ambiente, dos secretários de Estado da Proteção Civil e Administração Local, de vários autarcas e do presidente da APA.
Em declarações aos jornalistas, Luís Montenegro assegurou que “ninguém está esquecido e ninguém vai ficar para trás”.
“Nós sabemos que estamos com um nível de exigência individual e familiar muito intenso. Há pessoas que se confrontam com a circunstância de não terem acesso às suas casas, de não terem a possibilidade de fazer a sua vida normal, levar os filhos às escolas, poderem ir trabalhar, tratar de outros membros da família e daquilo que é seu”, referiu, lamentando que algumas pessoas não tenham ainda visto reposto o fornecimento de energia elétrica nas suas casas e que ainda tenham algumas dificuldades de comunicação.
O primeiro-ministro aproveitou, também, para “deixar uma palavra de grande confiança àqueles que, no terreno, estão a protagonizar todas as operações tendentes a salvaguardar a vida das pessoas, bens das pessoas, nomeadamente os autarcas de município e de freguesia. Se há altura em que nós podemos também concluir que a nossa organização administrativa precisa desta rede, que no território as freguesias acrescentam, é esta”, afirmou.
E salienta o facto de, no seu entender, todas as entidades do Estado, forças e serviços de segurança estarem a fazer “um trabalho inexcedível de contacto com as populações, para lhes explicar as medidas preventivas que é preciso tomar, para as sensibilizar e para as ajudar, nomeadamente a sair de casa”.
Por fim, Luís Montenegro destacou as entidades do setor social e da saúde que têm estado “em prevenção máxima para não faltar nada dentro daquilo que é a gestão de uma situação nunca 100% previsível”.



