É um sinal das dificuldades que o sector cooperativo está a atravessar, na Região Demarcada do Douro. Algumas adegas prescindiram de fazer elas próprias a vindima, entregando todo o processo a empresas privadas. Este é o cenário da colheita deste ano e que preocupa os dirigentes associativos, mas que, afinal, representa o último recurso, para garantir as portas abertas.
Nos últimos anos, é uma tendência em crescimento, por altura das vindimas.
Na Região Demarcada do Douro, há já quatro Adegas Cooperativas em que esta situação se regista.
No concelho de Alijó, isso acontece nas Adegas de Pegarinhos e de Sanfins do Douro. Aqui, é um empresário vitivinicultor duriense, “Caves Vale de S. Martinho”, de S. João da Pesqueira, que está a “fazer a vindima” deste ano que, por sinal, chegou mesmo a comprar as instalações. São públicas as dificuldades financeiras que afectam a Adega Cooperativa de Sanfins do Douro e que a levaram, formalmente, à extinção.
Na Adega Cooperativa de Vila Flor é um privado que também é parceiro na vindima deste ano.
Inesperadamente, pela primeira vez no seu historial, por opção da sua Direcção, também a Adega Cooperativa de Lamego “entrega” a campanha da vindima deste ano a um operador privado, neste caso também as “Caves Vale de S. Martinho”.
Jmcardoso





