Sábado, 3 de Dezembro de 2022
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Prodouro propõe apoio extraordinário às famílias sem impostos

A Associação dos Viticultores Profissionais do Douro (Prodouro) propõe alargar às empresas privadas a possibilidade de atribuir aos trabalhadores um apoio extraordinário, como o decretado pelo Governo, “igualmente” isento de IRS e Segurança Social.

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A proposta integra as iniciativas da associação duriense visando a valorização do trabalho na região e vai ser apresentada hoje no III Colóquio Prodouro, que se realiza em Sabrosa, e é dedicado ao tema da mão de obra e da sustentabilidade social e económica da região.

Rui Soares, presidente da Prodouro, revelou à VTM que se inspiraram no “bom exemplo que o Governo deu” recentemente. “Vamos apresentar uma proposta no sentido de estender esse apoio às empresas. Ou seja, permitir que as empresas privadas possam remunerar os seus trabalhadores, de uma forma excecional, até ao máximo de um salário, isento de tributações”.

O mesmo responsável acrescenta que a proposta ao Governo vai no sentido de ser dada a possibilidade às empresas privadas de poderem, até 20 de dezembro, processar um apoio salarial de reposição de rendimento, até ao valor de um salário mensal, nas mesmas condições fiscais dos apoios excecionais anunciados pelo Governo, em que isentou o apoio de 125 euros e o complemento das pensões, de retenção na fonte, de subida de escalão em sede de IRS e de contribuição para Segurança Socia.

“É oportuno dar às empresas a possibilidade de atribuírem um apoio aos seus funcionários, nas mesmas condições do que será pago em outubro pelo Orçamento de Estado. Seria igualmente um apoio único, extraordinário, isento de IRS e Segurança Social”, especifica Rui Soares, lembrado que a proposta integra um conjunto de medidas que a associação tem vindo a defender de valorização da mão de obra no Douro.

COLÓQUIO

Amanhã, a partir das 14h00, o Auditório Municipal de Sabrosa recebe um colóquio dedicado ao tema do trabalho e da sustentabilidade social e económica do Douro. “A mão de obra é o principal problema do Douro”, justifica Rui Soares, recordando que o trabalho representa cerca de dois terços dos custos de produção na região. “Estamos numa zona de viticultura de montanha, com índices de mecanização muito mais baixos, comparando com zonas de planície, pelo que estamos muito dependentes do trabalho manual”.

O Douro tem uma viticultura diferenciada e com características artesanais que contribui para a valorização do vinho da região, por isso a mecanização, não sendo de descurar, “não responde a todos as dificuldades de mão de obra, até pelo elevado investimento que acarreta”.

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