Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Projeto visa diminuir tempos de espera no centro hospitalar

O projeto Melhoria da Experiência do Utente (MEU) permitiu diminuir em 22% os tempos de espera para o início de tratamentos em hospital de dia, no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

Implementado pelo CHTMAD, com sede social em Vila Real e que agrega os hospitais de Chaves e Lamego, o projeto MEU visa “melhorar o atendimento aos doentes”.

Helena Rodrigues, vogal do centro de gestão oncológico do CHTMAD, disse que se pretende “criar uma reorganização interna de trabalhos que permitem ao longo da atividade assistencial ir olhando continuamente e ir detetando desperdícios que, depois, se conseguem eliminar”.

A responsável falava à margem de um seminário, que decorreu na unidade hospitalar de Vila Real, para apresentação dos resultados do MEU.

Como exemplo da aplicação do projeto, Helena Rodrigues apontou a “diminuição do tempo de espera” e explicou que, no caso da oncologia, foi implementada uma consulta de enfermagem prévia, no dia anterior ao início dos tratamentos.

“Assim, no dia do tratamento, o doente só tem de entrar e ir fazer o tratamento”, reforçou.

Sara Mota, vogal do centro de gestão de medicina, destacou o objetivo de “tratar melhor os doentes”.

“Nestes projetos temos sempre o doente no centro. O que queremos é identificar constrangimentos que, neste momento, possam existir e que nós possamos melhorar por forma a que estes doentes sejam melhor tratados, mais rapidamente e venham menos vezes ao hospital”, acrescentou.

Motivar os profissionais de saúde é outro objetivo do MEU.

No âmbito do projeto, o CHTMAD implementou práticas de reorganização de processos que proporcionam uma melhoria contínua no atendimento do utente, nos serviços de consulta externa e hospital de dia (oncologia e medicina), mas poderá estender-se a outras unidades do centro hospitalar.

As “transformações” passam pela reorganização de processos, visando a eliminação de desperdícios através do armazenamento e gestão de ‘stocks’, da etiquetagem de prateleiras, do redesenho de circuitos (análises, medicamentos, da informação), da normalização de registos e revisão de protocolos de tratamento.

As novas práticas, segundo foi explicado, resultam na melhoria do circuito do doente, pela antecipação em 30 minutos da hora de início de tratamentos, no reforço da sinalética existente para uma melhor orientação dentro das unidades hospitalares, mas também na disponibilização atempada de fármacos ou de dispositivos médicos para início de tratamentos.

Este processo implicou o envolvimento de todos os profissionais, através da criação de equipas multidisciplinares, compostas por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, assistentes técnicos e operacionais, bem como a adoção de hábitos diários de controlo e avaliação.

Promovido pelo CHTMAD no âmbito de uma candidatura efetuada ao Sistema de Apoio à Modernização e Capacitação da Administração Pública (SAMA), o projeto MEU conta com financiamento da União Europeia, através do Feder.

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