O Grupo Parlamentar do PS questionou a ministra do Ambiente e Energia sobre a data prevista para o início dos trabalhos de construção da ponte entre Monteiros e Veral.
Segundo o PS, o então secretário de Estado do Ambiente “tinha prometido em 2024 que no início do ano de 2025 estariam reunidos todos os pormenores para se iniciar as obras, o que não se concretizou”.
Na pergunta, em que o primeiro subscritor é o deputado Pedro Vaz, coordenador dos socialistas na Comissão de Ambiente e Energia, recorda-se que a Ponte de Arame entre Monteiros e Veral era uma ponte suspensa pedonal, construída no século XIX pelas próprias populações, que atravessava o rio Tâmega, ligando estas duas localidades, em Trás-os-Montes.
Esta ponte desempenhava um “papel fundamental” no quotidiano das populações locais, mas, com a construção da Barragem do Alto Tâmega, acabou por ficar submersa. O desaparecimento da ponte teve um impacto significativo, porque obriga os habitantes a percorrer cerca de 50 quilómetros por estrada para fazer um trajeto que antes era feito a pé em poucos minutos.
Os socialistas salientam que, em junho de 2023, após uma reunião entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), câmaras municipais, Iberdrola e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), “foi decidido que a Iberdrola iria abrir os procedimentos necessários para projetar e orçamentar a reposição da ponte. Na referida reunião foram também assumidos compromissos financeiros por parte das entidades presentes”.
Depois, em novembro de 2023, os presidentes das Câmaras Municipais de Boticas e de Vila Pouca de Aguiar reuniram com as populações e apresentaram o anteprojeto para a reposição da ponte. No entanto, o projeto “não teve continuidade, tendo sido transmitido que o processo aguarda decisão da APA”, sublinham os socialistas.
Já no final do ano de 2024, em reunião entre o secretário de Estado do Ambiente do XXIV Governo Constitucional, Emídio Sousa, os autarcas de Boticas e de Vila Pouca de Aguiar, a APA e a associação “Amigos da Ponte”, foi garantido que no início do ano de 2025 estariam reunidos todos os pormenores para que, ao longo do ano, fosse possível iniciar a construção.
De acordo com o PS, “volvido mais de um ano, a verdade é que ainda não teve início a construção da ponte”. Por isso, o Grupo Parlamentar do PS questionou a governante sobre a possibilidade de “haver alguma objeção por parte da APA ao projeto”.
Os socialistas querem também “apurar se se mantém a responsabilidade pela execução do projeto atribuída à Iberdrola e qual o montante de financiamento previsto pelo Governo”.



