Em comunicado, a PSP revela que no período compreendido entre 10 de fevereiro e 31 de março, foram reportadas por esta Polícia, seis ocorrências desta natureza, envolvendo oito notas falsas de 20 euros. “Nos casos analisados, as notas apresentavam traços coincidentes, designadamente o mesmo valor facial e o mesmo número de série (PB1616888888), bem como evidentes desconformidades ao nível da qualidade do papel, da marca de água e de outros elementos de segurança”, explica.
As situações reportadas ocorreram maioritariamente em estabelecimentos comerciais e de restauração, quer através de pagamentos de pequena monta, quer mediante pedidos de troca de notas, circunstâncias que exigem especial atenção por parte de quem recebe numerário.
Para evitar ser burlado, a PSP recomenda a adoção cuidados, como “verificar, sempre que possível, os principais elementos de segurança das notas, nomeadamente textura do papel, marca de água, fio de segurança, holograma e qualidade geral de impressão”, assim como “redobrar a atenção em momentos de maior afluência, trocos rápidos ou pagamentos de baixo valor com notas de montante superior”.
E “desconfiar de notas com impressão pouco definida, papel inconsistente, ausência de relevo ou repetição de números de série”, acrescentou.
Caso seja detetada uma nota suspeita, a mesma “não deve ser novamente colocada em circulação, nem devolvida ao portador sem prévia ponderação das condições de segurança do momento”, sustenta a polícia.
Sempre que possível e sem colocar em causa a integridade física de qualquer pessoa, “deverá ser preservada a nota, reduzido o seu manuseamento, anotadas as circunstâncias da ocorrência e assegurada a preservação de eventuais imagens de videovigilância ou outros elementos úteis”.
Quem detetar ou for vítima de situação desta natureza “deverá comunicar de imediato os factos à PSP, entregando a nota suspeita e facultando toda a informação relevante, designadamente local, data, hora, forma de pagamento, descrição do interveniente e eventual existência de testemunhas ou registos de imagem”.
Segundo a PSP, a pronta comunicação “é essencial para a recolha de prova, articulação com as autoridades competentes e prevenção de novas ocorrências”.
No âmbito das diligências desenvolvidas, a PSP identificou e foi constituída arguida uma mulher suspeita, de 17 anos, tendo sido comunicados os factos à Polícia Judiciária.



