“Os desafios que enfrentamos são transversais a muitas empresas industriais, mas ganham uma dimensão particular por estarmos numa região periférica. Um dos principais é a gestão de custos e a eficiência produtiva — encontrar o equilíbrio entre o aumento do custo das matérias-primas, a manutenção dos equipamentos e o investimento em novas tecnologias, sem comprometer a nossa margem e a qualidade do produto final.
Outro desafio importante é a atração e retenção de talento qualificado. Num contexto regional como o nosso, é essencial criar condições para formar, motivar e valorizar os nossos colaboradores, porque são eles que garantem a continuidade da qualidade e impulsionam a inovação.
Trabalhamos também muito o acesso a novos mercados e a diversificação. Aumentar os canais de venda e reforçar a presença em mercados externos é fundamental para reduzir a dependência de clientes nacionais e assegurar o crescimento sustentável da empresa.
Do ponto de vista financeiro, a gestão de tesouraria e o planeamento de financiamento são áreas críticas. Procuramos gerir de forma rigorosa os ciclos financeiros e negociar com fornecedores, assegurando sempre o equilíbrio entre liquidez e investimento.
Outro eixo fundamental é a conformidade regulatória e a qualidade. Operamos num setor altamente exigente, onde as certificações e o cumprimento de normas técnicas são determinantes, o que exige um acompanhamento constante e uma cultura interna de rigor.
Por fim, diria que a sustentabilidade e a inovação são pilares estratégicos. Queremos continuar a incorporar processos mais eficientes e ambientalmente responsáveis, apostando também em investigação e desenvolvimento para garantir que a POLO se mantém competitiva e preparada para o futuro”.
“Os desafios atuais na gestão de empresas são, acima de tudo, desafios de adaptação. Vivemos um tempo em que a velocidade das mudanças obriga os gestores a equilibrar experiência e inovação, tradição e tecnologia, estabilidade e crescimento. Na Tomeifel, empresa fundada pelo meu pai em 1972 e que hoje continua a ser gerida em ambiente familiar, esse equilíbrio é uma prioridade constante.
Gerir uma empresa com raízes tão profundas em Trás-os-Montes implica respeitar a história e as pessoas que a construíram, mas também olhar em frente. A escassez de mão de obra qualificada, a instabilidade económica e a necessidade de modernizar processos obrigam-nos a ser criativos e a apostar fortemente na formação e na valorização das equipas.
Outro desafio essencial é assegurar a continuidade geracional. Numa empresa onde muitos colaboradores pertencem à mesma família ou estão connosco há décadas, a sucessão não é apenas uma questão de gestão, mas de identidade. Procuramos garantir que o espírito de compromisso, seriedade e proximidade se mantenha, mesmo quando as ferramentas e os mercados evoluem.
Acredito que o futuro da gestão passa por liderar com propósito — valorizando as pessoas, investindo em tecnologia e mantendo viva a ligação ao território. Na Tomeifel, continuamos a enfrentar os desafios com o mesmo princípio que nos trouxe até aqui: crescer com responsabilidade, confiança e respeito pelas nossas origens”
“Podemos nomear vários desafios atuais na gestão de empresas, nomeadamente a carga fiscal excessiva. A meu ver é um dos maiores desafios, a gestão de mão de obra qualificada onde cada vez mais existe um défice de pessoas qualificadas e com falta de compromisso de assumir cargos de responsabilidade nas empresas, a transformação digital acabam, também por ser grandes desafios em empresas mais conservadoras, que são obrigadas a transformar o seu sistema operacional para uma vertente digital, onde os custos operativos são consideravelmente elevados”.
“Acho que hoje um dos maiores desafios na gestão das empresas é conseguir adaptar-nos às mudanças constantes, tanto do mercado como das pessoas. Também é um desafio motivar e reter boas equipas, ao mesmo tempo que tentamos acompanhar a parte tecnológica, que evolui muito rápido.
No caso das agências de viagens, temos ainda a instabilidade da procura e a necessidade de personalizar o serviço para cada cliente, o que obriga a sermos criativos e flexíveis”.
“Para a Amendouro, o principal desafio é a valorização da amêndoa dos seus produtores e da própria região. Pois, cada vez mais, sentimos que a nossa região e as suas gentes vão ficando esquecidos. Assim, todos os dias nos desafiamos neste caminho da busca de valor para as nossas amêndoas e região”.











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