Sábado, 16 de Outubro de 2021
Carlos Alberto e Glória Carvalho com o filho | © RN

Quando um incêndio leva (quase) tudo

O mês de setembro terminou de forma trágica para uma família residente em Fonte Maria Gins, freguesia de Aguieiras, no concelho de Mirandela, quando um incêndio deflagrou num anexo da sua habitação.

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“Nós não estávamos em casa nesse momento e foi um vizinho que nos foi chamar à horta, a dizer que a nossa casa estava a arder”, lembra, emocionada, Glória Carvalho.

O alerta foi dado por volta das 17h30 e na origem do incêndio estará um curto circuito, com origem numa arca frigorífica. O fogo só não alastrou ao resto do edifício “porque o meu marido e os vizinhos começaram, com uma mangueira, a tentar apagá-lo”, conta.

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No anexo estava quase uma vida e ficou tudo reduzido a cinzas. “Tínhamos lá mobílias, que trouxemos de Mirandela, quando nos mudámos para cá, e máquinas que o meu marido usava no trabalho”.

O marido, Carlos Alberto, faz alguns serviços na área da construção civil e referiu, à VTM, que estavam lá, entre outras coisas, “máquinas de trabalhar a madeira e o mosaico”, esperando que “em breve, seja possível arranjar outras”.

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Mas para além das mobílias e das ferramentas de trabalho, estavam também no anexo batatas, cebolas e mais de 100 litros de azeite, para uso próprio. A família ficou sem nada.

COMUNIDADE SOLIDÁRIA

Desde o dia do incêndio, onde estiveram os Bombeiros Voluntários de Torre Dona Chama e os Bombeiros Voluntários de Mirandela, tem crescido uma onda de apoio a esta família.

“Tenho muito a agradecer a quem nos tem ajudado. Todos os dias se preocupam connosco e trazem-nos bens essenciais. Estamos muito gratos”, frisa Glória Carvalho, lamentando que “de um dia para o outro, e em questão de minutos, a nossa vida mudou”.

O caso tem sensibilizado a comunidade e nas redes sociais multiplicam-se os pedidos de ajuda, tendo sido criada uma conta solidária, para onde qualquer pessoa pode enviar o seu contributo.

Entretanto, e segundo o presidente da Junta de Freguesia das Aguieiras, que tem acompanhado o caso de perto, avançou que já algumas empresas se prontificaram a ajudar.

“Para já, o mais importante é reconstruir o edifício e já temos, por exemplo, um eletricista de Mirandela que se ofereceu para fazer a instalação elétrica e há outras entidades que ofereceram cabazes alimentares”, afirma Manuel Fontes, reforçando que “toda a ajuda é bem-vinda”.


Conta solidária: PT50 0045 2048 4034 6284 5666 6

 

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