Ainda há “fumo” do grande incêndio que deflagrou no distrito de Bragança e que reduziu a cinzas a conhecida “charneca” nordestina transmontana. “A área ardida está integrada na Zona de Proteção Especial para aves selvagens e Sítio de Importância Comunitária – Rios Sabor e Maçãs – ambos constituintes da Rede Natura 2000, onde estão a avançar as obras da albufeira e barragem do Baixo–Sabor, promovida pela EDP”, acrescentam os ambientalistas em comunicado. A Quercus “exige” que seja elaborado e divulgado um relatório detalhado da ocorrência, referindo as diversas questões ligadas à definição da estratégia de atuação e de prioridades de combate para defesa dos valores existentes.
“Sem prejuízo desta avaliação, é já evidente que estamos na presença de uma clara falha de todo o sistema de prevenção e de combate aos incêndios, em que as autoridades responsáveis demostraram a sua total inoperância em situações deste género”, frisam os ambientalistas.
A Quercus considera “necessária uma estratégia de longo prazo com melhores políticas agroflorestais, que promova o investimento público na floresta autóctone, com recurso a diversas espécies mais resistentes ao fogo, como os carvalhos, sobreiros e outras adaptadas ao território”.
Recorde-se que, os fogos tiveram início em Picões, no concelho de Alfândega da Fé, e na Quinta das Quebradas, concelho de Mogadouro, em 9 de julho e chegou a ter 6 frentes de fogo.



