Já foi militante do PSD. Agora, é candidato à Câmara de Vila Real pelo Chega. Sente que as pessoas têm uma ideia errada do partido?
Há quem me acuse, no próprio PSD, de ter deixado o partido e de ser um vira-casacas. É bom lembrarmos que o Chega, quando eu saí do PSD, em 2018, ainda não existia. Estranho seria mudar do PSD para a CDU, para o Bloco de Esquerda ou até mesmo para o PS, mas não. Foi uma mudança dentro da mesma área política. Se acho que têm uma ideia errada do Chega? Completamente, mas também há muitas pessoas que não têm, até porque o Chega teve quase 23% de votos no país e em Vila Real teve 21%, nas últimas legislativas. Ficámos à frente do PS em sete das 20 freguesias. A ideia que passa é de um partido racista, xenófobo, homofóbico, o que não cola com a realidade. Eu não sou racista, não sou xenófobo.
Aproveito então para lhe perguntar como vê a chegada de imigrantes ao país e, nomeadamente, a Vila Real.
A imigração legal é útil e faz falta ao nosso país. Se as pessoas vierem com documentos para poderem trabalhar, para poderem fazer a sua vida cá de forma digna são bem-vindas. Aquilo que é indigno é termos imigração ilegal, controlada por máfias, em que as pessoas são trazidas para cá e vivem em escravatura, com 30 ou 40 pessoas dentro de um apartamento, sem condições. Quanto à quantidade de imigrantes que estamos a ter em Vila Real, são muito bem-vindos, mas desde que estejam legais e com os papéis todos tratados.
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