Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Entrevista“Queremos dar condições ao concelho para que tenha 75 mil habitantes em 2050”

“Queremos dar condições ao concelho para que tenha 75 mil habitantes em 2050”

Alberto Moura, de 54 anos, é candidato do Chega à Câmara de Vila Real. O partido tem vindo a crescer e está confiante com a eleição de pelo menos um vereador

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Já foi militante do PSD. Agora, é candidato à Câmara de Vila Real pelo Chega. Sente que as pessoas têm uma ideia errada do partido?

Há quem me acuse, no próprio PSD, de ter deixado o partido e de ser um vira-casacas. É bom lembrarmos que o Chega, quando eu saí do PSD, em 2018, ainda não existia. Estranho seria mudar do PSD para a CDU, para o Bloco de Esquerda ou até mesmo para o PS, mas não. Foi uma mudança dentro da mesma área política. Se acho que têm uma ideia errada do Chega? Completamente, mas também há muitas pessoas que não têm, até porque o Chega teve quase 23% de votos no país e em Vila Real teve 21%, nas últimas legislativas. Ficámos à frente do PS em sete das 20 freguesias. A ideia que passa é de um partido racista, xenófobo, homofóbico, o que não cola com a realidade. Eu não sou racista, não sou xenófobo.

Aproveito então para lhe perguntar como vê a chegada de imigrantes ao país e, nomeadamente, a Vila Real.

A imigração legal é útil e faz falta ao nosso país. Se as pessoas vierem com documentos para poderem trabalhar, para poderem fazer a sua vida cá de forma digna são bem-vindas. Aquilo que é indigno é termos imigração ilegal, controlada por máfias, em que as pessoas são trazidas para cá e vivem em escravatura, com 30 ou 40 pessoas dentro de um apartamento, sem condições. Quanto à quantidade de imigrantes que estamos a ter em Vila Real, são muito bem-vindos, mas desde que estejam legais e com os papéis todos tratados.

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