Com periodicidade semestral, a Tellus dedica-se à divulgação e estudo da cultura transmontana e alto-duriense, mantendo uma linha editorial independente de quaisquer interesses económicos, políticos ou religiosos.
Esta edição abre com uma primeira parte de natureza académica, onde se reúnem diversos trabalhos de investigação. Entre os destaques encontram-se estudos sobre Camilo Castelo Branco e a presença da cultura romana na região de Vila Real, da autoria de António Adérito Alves Conde. Isabel Alves propõe ainda uma leitura comparativa entre Miguel Torga e A.M. Pires Cabral, sublinhando pontos de contacto e divergência entre ambos. Marília Miranda Lopes participa com uma reflexão sobre Prosas seguidas de Diálogos, de António Ramos Rosa.
Rui Rendeiro Sousa assina vários textos, incluindo uma abordagem ao presépio da Igreja de Nossa Senhora dos Reis, em Lamalonga (Macedo de Cavaleiros), enquanto Vítor Nogueira apresenta a narrativa “Dois majores e um enigma”, centrada num episódio histórico que liga um cavaleiro português a um cavaleiro inglês.
A segunda parte da revista reúne contributos de caráter literário e cultural, com destaque para contos e textos de vários autores ligados à publicação. São também abordados temas como as cantigas de janeiras, o trabalho do fotógrafo Duarte Carvalho, o teatro em Lordelo, a defesa da língua mirandesa e o projeto “Entre quem lê”. A edição inclui ainda referências a Ernesto Rodrigues e Camilo Castelo Branco, bem como a atribuição do Prémio Literário António Cabral 2025 ao escritor Luís Quintais.
O número encerra com textos de A.M. Pires Cabral, que faz uma apresentação global da revista e inclui reflexões sobre a figura de Almeida Lucena, descrito como “o independente”, além de uma abordagem a temas existenciais como a adolescência e o suicídio de Camilo Castelo Branco.




