Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

Sergiy Syzyi com medo do que pode acontecer à família

O jogador do SC Vila Real vive dias difíceis. A sua família está na Ucrânia, numa das cidades mais cercadas pelas tropas de Vladimir Putin.

Sergiy Syzyi, de 26 anos, é um dos vários ucranianos a viver em Portugal. O jogador do SC Vila Real vive dias difíceis, desde que as tropas russas invadiaram o seu país.

A sua família vive em Kharkiv, uma das cidades mais próximas da fronteira com a Rússia e uma das mais afetas pelo conflito.

A mais de quatro mil quilómetros de distância, e sem poder fazer nada, Sergiy estava longe de imaginar que a tensão entre a Rússia e a Ucrânia desse origem a uma guerra.

“Nunca pensei que chegasse a este ponto, estou muito triste e preocupado, porque estou longe da minha família e dos meus amigos. Espero que isto acabe o mais rápido possível”, confessa.

Em Portugal desde 2015, o jogador do ‘Bila’ vive com o coração nas mãos. “No primeiro dia, o meu pai saiu do trabalho por causa dos tiros e o meu irmão acordou de madrugada, com os vidros a tremerem por causa das bombas”, conta, acrescentando que “passaram a dormir de roupa, caso fosse preciso fugir”.

Para Sergiy, esta é “uma guerra do Putin”, a quem chama de “louco”. “As pessoas não merecem nada disto”, frisa, deixando um pedido a Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, “falar com Putin e pedir-lhe que acabe com isto”, nem que para isso tenha de “entregar-lhe as cidades”.

Ao que sabemos, Sergiy Syzyi não tenciona voltar para a Ucrânia, quer fazer vida em Portugal. Por agora, vive dias de angústia, longe da família e dos amigos, esperando que nada de mal lhes aconteça.

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.