Sexta-feira, 17 de Setembro de 2021
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Setor agroflorestal discute desafios face às alterações climáticas

Alguns dos principais especialistas nacionais em alterações climáticas vão participar na conferência “Alterações Climáticas: que desafios para o setor Agroflorestal nos próximos anos?”, agendada para terça-feira, no auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

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Em comunicado, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) explica que, “face aos evidentes e crescentes desafios” que se colocam a Portugal, “desafiou” o Centro Nacional de Competências para as Alterações Climáticas do Setor Agroflorestal, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a apresentarem “um projeto nacional transversal a diversas culturas e regiões, que mobilize e una todo o setor Agroflorestal em torno das alterações climáticas, denominado ‘Ação Climática – Avaliação, Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas no Setor Agroflorestal’”.

“Dada a importância desta iniciativa para o nosso país, foram convidadas 45 entidades, entre as quais instituições do meio científico-académico, organizações de agricultores e de produtores florestais e os principais organismos da administração central do Estado, num claro sinal de união e concertação de esforços em torno de uma temática tão relevante para o nosso país como são as alterações climáticas”, sublinha a UTAD, promotora do evento.

Os estudos efetuados indicam que “Portugal e a região mediterrânica se encontram entre as zonas europeias com maior exposição e vulnerabilidade aos impactes das alterações climáticas”.

“O aumento das temperaturas, as mudanças nos padrões de precipitação, o aumento da variabilidade e irregularidade climática, bem como a maior frequência, persistência e intensidade de eventos extremos, conduzem a um aumento dos riscos potenciais e da vulnerabilidade dos nossos sistemas de produção agrícola e florestal”, refere o comunicado.

Em declarações à agência Lusa, o vice-reitor para a investigação da UTAD, Eduardo Rosa, sublinhou hoje que este projeto de “desígnio nacional mobilizou, pela primeira vez em Portugal, 49 instituições de várias áreas”, para trabalharem em conjunto e com o mesmo objetivo, face a “um problema grave” que afeta o território nacional.

Numa fase inicial, este “projeto integrado para o país terá a duração de três a quatro anos”, o qual Eduardo Rosa acredita que contará com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, posteriormente, com fundos europeus através do Portugal 2030.

“Acredito que vamos conseguir colocar o país num nível de desenvolvimento e de conhecimento diferente daqueles que temos hoje”, frisou o vice-reitor da UTAD.

A abertura da conferência, prevista para as 15:00, estará a cargo do reitor da Universidade Nova de Lisboa, João Sàágua, do presidente do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Nuno Canada, e da secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira.

Meia hora depois, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), António Costa e Silva, o presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, Filipe Duarte Santos, o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Miguel Miranda, e Filipa Saldanha, da Fundação Calouste Gulbenkian vão debater o tema “Alterações Climáticas: que desafios para o setor Agroflorestal nos próximos anos?”.

Pelas 16:30, João Santos, da UTAD, vai fazer a apresentação “das linhas gerais do projeto ‘Ação Climática – Avaliação, Mitigação, e Adaptação às Alterações Climáticas no Setor Agroflorestal’, seguida da assinatura de um memorando de entendimento deste projeto, pelas entidades presentes.

A sessão de encerramento, marcada para as 17:00, deverá ter a participação do reitor da UTAD, Emídio Gomes, da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e do ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes.

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