De acordo com informações avançadas pela própria autarquia, o encontro realizou-se a 19 de agosto, na aldeia de Moimenta da Raia, por solicitação do município de Vinhais, e reuniu representantes de várias entidades com intervenção direta no território. Participaram o presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes, a presidente da Câmara de Bragança e da Comissão de Cogestão do Parque Natural de Montesinho, Isabel Ferreira, presidentes de Juntas e Uniões de Freguesia dos concelhos de Vinhais e Bragança, representantes das Comissões de Baldios das zonas afetadas, GNR, Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e Turismo Porto e Norte.
Durante a reunião foram partilhadas informações sobre a evolução e as consequências dos incêndios, tendo os representantes das comunidades locais transmitido as principais preocupações das populações das zonas afetadas. Entre as prioridades identificadas estão a avaliação dos danos, a recuperação das áreas ardidas, a proteção dos recursos naturais, a prevenção da erosão dos solos e a salvaguarda dos habitats e da biodiversidade.
Foram também analisados os impactos dos incêndios nas atividades desenvolvidas pelas populações, tendo sido reforçada a necessidade de uma resposta articulada entre municípios, freguesias, entidades gestoras dos baldios, forças de segurança, instituições de ensino e restantes parceiros do território.
Luís Fernandes destacou as “dificuldades sentidas no combate aos incêndios” no concelho, “nomeadamente devido à falta de acessos e às limitações existentes em algumas zonas”. O autarca defendeu a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a “proteção dos valores ambientais” do Parque Natural e a garantia de “condições de segurança para as populações” e para os operacionais envolvidos no combate.
Para o presidente da câmara de Vinhais, a experiência dos últimos incêndios deve servir também para “repensar algumas das regras e condicionantes existentes no território”, lê-se em comunicado, procurando “soluções que permitam melhorar a prevenção e a capacidade de resposta”. A gestão ativa da paisagem e a capacidade de combate devem, na sua perspetiva, ser conciliadas com a proteção ambiental e, sobretudo, com a segurança das populações.
Isabel Ferreira salientou, por sua vez, a importância de “ouvir diretamente as populações e as entidades” que trabalham no terreno, considerando que o “conhecimento das comunidades locais” é essencial para definir respostas adequadas às características de cada área afetada.
A Comissão de Cogestão considera que os incêndios reforçam a necessidade de apostar numa gestão ativa da paisagem, na prevenção estrutural dos incêndios rurais e na valorização do conhecimento local, com o objetivo de aumentar a resiliência do território.


