Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

Sinalização e “marketing” são os próximos passos do Douro

Há cerca de um mês na função de Chefe de Projecto da Unidade de Missão do Douro, Ricardo Magalhães tem-se desdobrado na participação de encontros, seminários e debates sobre o futuro da região vinhateira. Um mês de trabalho em que se traçou a prioridade de projectos, como a sinalização rodoviária da região demarcada, a criação […]

Há cerca de um mês na função de Chefe de Projecto da Unidade de Missão do Douro, Ricardo Magalhães tem-se desdobrado na participação de encontros, seminários e debates sobre o futuro da região vinhateira. Um mês de trabalho em que se traçou a prioridade de projectos, como a sinalização rodoviária da região demarcada, a criação de um plano de “marketing”, a recuperação dos muros de xisto e a transformação dos “espectadores durienses em actores”, em todo esse processo de desenvolvimento.

Até o início da próxima época de vindimas, deverá passar à prática o projecto de sinalização rodoviária do Douro Património Mundial da Humanidade, adiantou Ricardo Magalhães, Chefe de Projecto da Unidade de Missão do Douro, no dia 21, durante um debate, promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores de Empresas (ACEGE).

Segundo o mesmo responsável, o projecto (que se arrasta desde 2001, altura em que a região vinhateira foi classificada, pela UNESCO) vai, finalmente, sair do papel, num trabalho conjunto com as Comissões Regionais de Turismo (Serra do Marão, Douro Sul e Nordeste Transmontano) que prevê um investimento superior a 135 mil euros.

Segundo o mesmo responsável, “em breve”, estará concluído “um novo plano de “marketing”, para a região”, uma acção de promoção das marcas Douro e Porto que vai contar com um orçamento de cerca de 400 mil euros.

Sob o mote “Desafios do Douro”, o encontro reuniu mais de duas dezenas de empresários, em volta da discussão sobre o desenvolvimento da região que Ricardo Magalhães acredita ir ter o seu auge com o Regionalização, mostrando-se convicto de que, “dentro de quatro anos”, esta será uma realidade. No entanto, o Chefe de Projecto da Unidade de Missão sublinhou que se deve começar a trabalhar já, uma vez que, mesmo com o processo de Regionalização, “os problemas não se resolverão da noite para o dia”.

“Há projectos interessantes, em curso, como as aldeias vinhateiras, a criação de duas unidades hoteleiras e o relançamento da recuperação dos muros de xisto”, adiantou o mesmo responsável, salientando que “é importante definir prioridades e apresentar projectos em concreto e propostas adequadas” ao Quadro de Referência Estratégico Nacional.

Ricardo Magalhães mostrou-se satisfeito com o encontro que, recentemente, reuniu, em Tabuaço, os autarcas da região duriense que se mostraram a favor dos 57 projectos considerados prioritários, no seu todo, “sem olharem com especial atenção para a parte do bolo que caberá aos seus concelhos. É preciso encontrar uma nova forma de trabalhar. O Douro está cheio de espectadores e nós queremos transformá-los em actores”, explicou o responsável da Unidade de Missão, concluindo que “é preciso estimular a região”.

Armando Moreira, Presidente do Núcleo de Vila Real da ACEGE, deixou no ar outro desafio, o de duplicar os números relativos à exportação de vinho do Porto.

“Actualmente, exporta-se o mesmo que se exportava há cem anos: 150 mil pipas, por ano”, contabilizou o dirigente associativo, referindo a importância para o desenvolvimento da região se esta conseguisse, dentro de 10 anos, atingir as 300 mil pipas exportadas.

 

MM

 

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