Neste espaço, os utentes podem marcar consultas, solicitar receitas médicas, aceder aos resultados de exames, consultar guias de tratamento ou realizar uma consulta à distância com o seu médico de família.
A iniciativa foi bem-recebida logo no primeiro mês de funcionamento, especialmente porque evita deslocações ao centro de saúde situado na sede do concelho. Recorde-se que a Cumieira não dispõe de extensão de saúde há mais de uma década, obrigando a população a recorrer a táxis ou autocarros para aceder a cuidados médicos primários.
Quatro anos volvidos, o serviço mantém-se em funcionamento nas instalações da Junta de Freguesia. “As pessoas continuam a aderir, sobretudo para pedidos de receituário crónico”, refere Jorge Nóbrega, da Junta de Freguesia, acrescentando que “é uma forma encontrada para evitar deslocações e os custos associados ao transporte”.
Apesar da adesão da população, o serviço enfrenta atualmente alguns entraves relacionados com a disponibilidade dos profissionais de saúde. “Os médicos parecem não estar muito recetivos. Preferem que os utentes se desloquem aos centros de saúde, talvez por uma questão de indicadores, já que assim o utente é visto também pelo enfermeiro e, se houver alguma vacina em atraso, a situação é resolvida no momento”, explica.
Segundo Jorge Nóbrega, o serviço de teleconsulta tem vindo a atrair não apenas os mais idosos, mas também os mais jovens. “As pessoas trabalham e nem sempre conseguem ir ao centro de saúde durante o horário normal. Por isso, optam por este serviço, que lhes poupa tempo e é mais prático.”
Para utilizar este serviço, basta que os utentes se dirijam à sede da Junta de Freguesia da Cumieira, onde uma funcionária presta todo o apoio necessário. “A consulta é marcada e, no dia, o utente só precisa de chegar cerca de 10 minutos antes. É um processo relativamente rápido”, conclui o membro da junta de freguesia.



