Com atividades para miúdos e graúdos, o Torneio Medieval foi uma das que mais gerou curiosidade. No Castelo de Ansiães, as lutas, que à primeira vista podem parecer uma encenação, são, na verdade, lutas reais.
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Comprar este artigo — 1,00€Nelson Lopes, do Porto, é um dos lutadores. “Comecei por praticar HEMA (Historical European Martial Arts), que é algo semelhante a isto, mas mais calmo. Como em pequenino também tinha o sonho de ser cavaleiro, juntei o útil ao agradável”, explica, acrescentando que “o peso do equipamento não é o que nos restringe mais, mas sim o psicológico”.
“Temos algumas restrições a nível de golpes, por questões de segurança, como chutar, e determinadas zonas para onde não apontamos. Mas depende da modalidade”, afirma.
Igor Kashpov vive nas Caldas da Rainha. É russo e o mais novo em competição, com apenas 17 anos. “Comecei a lutar há um ano e gosto imenso”.
Mas este é também um desporto que começa a atrair mulheres. É o caso de Llanos Palácios, da vizinha Espanha. “Foi o meu pai que me passou este vício, ele também é lutador”, conta, revelando que “comecei como escudeira, ou seja, a dar apoio aos combates”.
Também de Espanha, Daniel Bernardo admite que este torneio “cada ano está melhor. Vêm cada vez mais lutadores e há mais combates”. O homem mostra-se “contente por ter torneios perto” e confessa que “a nível cultural e desportivo é algo único e interessante”.
E a ver os combates estava Luís Silva, a passar uns dias na região com a família. “Soube que estavam com atividades aqui no Castelo e decidi vir cá. Os miúdos estão fascinados”, afirma.
“Na região, não conheço outro torneio em contexto real. É um torneio internacional e queremos consolidar esta fórmula até porque temos atingido o objetivo de mostrar o nosso património histórico e atrair visitantes”, revela João Gonçalves, presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, reforçando que “quando idealizamos este tipo de eventos temos que pensar em divulgar as nossas potencialidades de forma diferenciadora”.
MERCADO MEDIEVAL
Além do Torneio Medieval, no Castelo de Ansiães, decorreu, em simultâneo, na Praça 6 de Abril, o Mercado Medieval, com vários expositores. Num deles encontrámos Luís Miguel, de Torres Vedras. Em Carrazeda de Ansiães pela primeira vez, soube deste mercado através do “passa a palavra”.
Na sua banca vende hidromel. “Tenho o Viking e o Celta, um é licoroso e outro é frisante”, refere, explicando que “o hidromel foi a primeira bebida alcoólica feita pelo homem, ainda antes da era medieval”.
“As pessoas têm mostrado curiosidade nesta bebida e até em beberem pelo corno Viking que também tenho aqui. Estes eram os copos daquela altura e é um artefacto que também comercializo, assim como as típicas canecas”, vinca.
Em jeito de balanço, o presidente da câmara garante que “correu tudo muito bem e o tempo também ajudou”. Segundo João Gonçalves, “registámos um aumento no número de visitantes”.




