Quarta-feira, 5 de Outubro de 2022

Um atraso de vida e de morte

Foi em 11 de setembro. Em 1985. Eram 18 horas e 45 minutos. Perto de Mangualde, a 200 metros da estação de Alcafache, dois comboios embateram violentamente. Choque frontal. Os maquinistas de ambas as composições viram o que ia acontecer e nada puderam fazer para o evitar. Foi “a maior catástrofe ferroviária de sempre”, titulou o “Jornal de Notícias” do dia seguinte ao da ocorrência

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“Erro humano” – afirmou-se de imediato. E tinha de ser. Dois comboios não chocam frontalmente sozinhos. Alguém se enganou no ponteiro do relógio ou na agulha da linha ferroviária. Um deles era procedente do Porto com destino a Vilar Formoso. Eram centenas os emigrantes que nele seguiam, pondo fim ao seu período de férias em Portugal. Muitos deles foram dessa forma vitimados, para sempre. Também havia nas várias carruagens desse comboio um assinalável conjunto de turistas estrangeiros. O outro comboio partira da Guarda, com destino a Coimbra.

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