A tomada de posição conjunta surge depois de a OM ter considerado que não estão reunidas as condições necessárias para o arranque do curso de medicina na UTAD.
De acordo com o comunicado, UTAD e ULSTMAD garantem estar “plenamente reunidas as condições para a abertura do curso no próximo ano letivo (2026/27), em estrita conformidade com os mais elevados padrões de qualidade e segurança exigidos”.
“A UTAD regista, com surpresa e profundo desagrado, o teor das declarações da OM, especialmente quando a decisão de acreditação do ciclo de estudos foi tomada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), única entidade independente e legalmente competente para avaliar e certificar a qualidade das formações superiores em Portugal. O processo de avaliação envolveu uma comissão de cinco peritos internacionais, que realizaram visitas presenciais à UTAD e à ULSTMAD, permitindo uma análise rigorosa das condições pedagógicas, científicas e clínicas associadas ao curso”, lê-se na nota, enviada à VTM.
De recordar que a abertura do curso de medicina está prevista já no próximo ano letivo, com 40 vagas.
“Reafirmamos que os modelos pedagógicos e as condições de funcionamento do Mestrado Integrado em Medicina foram devidamente validados no âmbito deste processo de avaliação iminentemente técnico e independente”, vinca a UTAD.
Esta reação foi feita depois de o bastonário da OM afirmar ter sido identificado “um conjunto de insuficiências que suscitam sérias reservas” quanto às condições de início do curso, realçando que “a formação médica exige padrões elevados e condições plenamente asseguradas desde o primeiro dia”. Por isso, defende, o curso “não pode iniciar-se com fragilidades estruturais”.
A OM fez ainda referência à “instabilidade institucional” vivida na UTAD, referindo à questão da eleição do novo reitor. A UTAD garante que a situação está “estabilizada” e que os procedimentos legais para a eleição do novo reitor estão em curso.



